Após repercussão negativa, Spike Lee recorreu às redes sociais para se desculpar e esclarecer seus comentários em relação a Woody Allen. Em entrevista recente à rádio WOR, o diretor do filme Destacamento Blood, da Netflix, manifestou apoio ao cineasta sobre as acusações de que este teria molestado sua filha adotiva na década de 1990 e ligou o tema à atual “cultura de cancelamento”.

“Gostaria de dizer que Woody Allen é um ótimo cineasta e esse cancelamento não é apenas sobre Woody. E acho que, quando olharmos para trás, veremos que, além [disso] matar alguém, não sei se você pode apagar [uma pessoa] como se nunca tivesse existido”, disse Lee. Em adição a isso, declarou que seu “colega está passando por isso agora”.

Contudo, no Twitter, Lee recuou sua defesa de Allen: “Peço desculpas profundamente. Minhas palavras estavam erradas. Eu não tolero e não tolerarei assédio, agressão ou violência sexual. Esse tratamento causa danos reais que não podem ser minimizados. Verdadeiramente, Spike Lee”.

Dylan Farrow acusou Allen de molestá-la quando ela tinha sete anos, relato negado pelo diretor na época. Mantendo a posição, ele reforçou sua inocência em um novo livro de memórias, de janeiro deste ano.

Texto escrito por Ricardo de Carvalho Isídio via Nexperts.