O quadrinho oitentista O Perfuraneve, no qual é baseada a série Expresso do Amanhã (Snowpiercer), da Netflix, foi escrito pelos franceses Benjamin Legrand, Jacques Lob e Jean-marc Rochette e lançado no Brasil pela Editora Aleph, fazendo bastante sucesso por aqui em meados da década passada. 

Algum tempo depois, o lançamento do filme Snowpiercer, dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-ho (o mesmo diretor de Parasita e Okja), elevou a história com suas exposições e personagens, além de apresentar os conflitos narrados nos quadrinhos de uma forma bem envolvente. 

No elenco de Expresso do Amanhã, destacavam-se nomes como Chris Evans, Tilda Swinton, Jamie Bell, Octavia Spencer e Ed Harris.

(TNT/Reprodução) TNT/Reprodução

Eis que agora, em 2020, a Netflix realiza o lançamento de Expresso do Amanhã, agora no formato de série. E é exatamente ela nossa Indicação da Semana!

Expresso do Amanhã série: uma revisita às críticas sociais

A produção, originalmente exibida na TNT e lançada na última segunda-feira (25) pela Netflix, conta com Jennifer Connelly, Daveed Diggs, Mickey Sumner, Alison Wright, Iddo Goldberg, Susan Park, Sam Otto e Sheila Vand nos papéis principais. 

Em uma tentativa de apresentar uma obra nova aos espectadores, Snowpiercer, fragmentado em episódios, retoma alguns acontecimentos dos quadrinhos e também do filme de Bong Joon-ho. 

Nesse sentido, a trama apresenta uma proposta que tenta inovar com base em todas as suas versões, mas acaba se sobressaindo também pelas novas críticas com relação às desigualdades sociais recorrentes na história.

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Para quem não está familiarizado com a trama e pretende assistir Expresso do Amanhã: tudo se passa em um futuro distópico, no qual, durante um rigoroso inverno, um trem viaja por diversas regiões transportando em diferentes vagões ricos e pobres. 

Na frente, vão os mais abastados, usufruindo do bom e do melhor em termos de comidas, bebidas e conforto. Enquanto isso, nos vagões finais, estão aqueles que não têm condições financeiras favoráveis, penando para sobreviverem com o que podem e lidando com situações desumanas.

É nesse cenário que o público conhece Andre Layton (Diggs), um detetive que está nos vagões finais do trem, e Melanie Cavill (Connelly), uma funcionária do trem que é responsável por todo o conforto e bem-estar dos passageiros mais ricos, mas que acaba tendo uma certa curiosidade recorrente com os mais pobres. 

Após um incidente ocorrido na chamada Terceira Classe, os dois acabam tendo seus caminhos cruzados e a história os une para desvendar alguns mistérios.

Confira também nossos recaps dos episódios de Expresso do Amanhã:

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Novos rumos na narrativa de Expresso do Amanhã da Netflix

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Embora a trama comece quase da mesma que a das outras mídias, a narrativa da série Snowpiercer é transformada e o foco passa a ser uma investigação encabeçada por Layton, com um tom policial inquietante. Mesmo com essa inclusão, as lutas de classes continuam presentes no decorrer dos episódios e podemos ver o que os personagens almejam alcançar conforme os diálogos correm. 

A estética apresentada pelo longa-metragem de 2013 também é revisitada e, muito provavelmente, os espectadores que se divertiram com as performances cinematograficamente interessantes apresentadas por ele também poderão se deliciar com os novos personagens da série Netflix. 

Graeme Manson, showrunner da produção, que possui em seu currículo obras como Orphan Black, tem uma vasta experiência com histórias de suspense e climas investigativos. Só por este motivo, já podemos dizer que assistir a série Expresso do Amanhã (Snowpierceré uma ótima experiência para refletir e discutir.

Texto escrito por Matheus Rocha da Silva via Nexperts.