Ontem (27), o fundo de investimentos norte-americano GEO Group, responsável pela operação de prisões privadas e centros de detenção, entrou com uma ação contra a Netflix alegando difamação em dois episódios da série Messiah.

(Fonte: Netflix/Reprodução) Netflix/Reprodução

A 2ª temporada de Messiah foi descartada pela Netflix, apesar de a série ter conquistado muitos fãs ao redor do mundo. O seriado mostra um homem misterioso que, ao realizar milagres, acaba ganhando seguidores internacionais e sendo detido em uma instalação de imigração que possui o logo do GEO Group.

Segundo o que consta no processo, o local é mostrado de forma difamatória, com os detentos sendo mantidos em condições inumanas de superlotação, sem camas e cercados por arames.

“Ao contrário de Messiah, o GEO não mantém pessoas em salas superlotadas com gaiolas de arame em suas instalações, mas fornece camas, roupas de cama, ar condicionado, espaços recreativos internos e externos, campos de futebol, salas de aula, bibliotecas e outras comodidades que refutam as falsidades difamatórias”, afirmou a alegação.

O processo também conta com fotos coloridas exibindo bibliotecas, salas de aula e instalações de recreação nos centros de detenção GEO. O fundo de investimentos também acusou a Netflix de violação de marca registrada pelo uso de seu logotipo em várias cenas.

Como descrito em um dos parágrafos do documento: “O uso das marcas registradas GEO pela Netflix não teve outro objetivo além de prejudicar a boa vontade e a reputação da GEO. Como as instalações da GEO não se assemelham às instalações descritas em Messiah, o uso das marcas registradas da GEO não promove uma meta de realismo”.

Até o momento, a plataforma de streaming se recusou a comentar sobre a situação. Você era fã da série Messiah da Netflix?

Texto escrito por Gianlucca Del Cielo Lavado via Nexperts.