Quem já se acostumou à rotina sangrenta de The Blacklist sabe que poucas coisas abalam a fleuma de Raymond Reddington. Neste episódio, porém, ele encara o confronto com o blacklister Gordon Kemp como um acerto de contas pessoal. E a coisa vai além do assassinato gratuito de uma jovem com a qual Red tinha uma conexão.

O assassinato de Sofia, quase na sua frente, causa um impacto profundo em Raymond, mas é a questão de venda ilegal de armas que o incomoda mais.

Kemp se orgulha de fazer armas baratas para punguistas, como o que atingiu Sofia logo após ela receber a notícia de que havia sido admitida na faculdade. Isso deixou Raymond movido pelo sentimento de que ele deve parar a todo custo esse fluxo de armas para as mãos de criminosos.

Os membros da Força Tarefa entendem que perseguir Kemp por isso é uma causa perdida, porque, graças à força da NRA (National Rifle Association), os atos desse blacklister poderiam ser considerados juridicamente, no máximo, imorais, mas jamais ilegais. O juiz não teria coragem de encarar o poderoso lobby das armas. 

Red resolve acertar Kemp diretamente no bolso, roubando seu próximo carregamento de armas, mas Harold não concorda com isso e faz tudo para garantir que a remessa não seja interceptada. Liz protesta dizendo que é crime vender uma arma a um criminoso, o que Red acredita que Kemp está fazendo deliberadamente.

A investigação mostra que a arma usada para matar Sofia foi vendida por um criminoso com passagem pela polícia que obteve a arma através de sua namorada, que a comprou num show de armas em West Virginia. Os federais colocam uma escuta na moça e a obrigam a ir comprar mais armas, o que os leva diretamente ao próprio Gordon Kemp. Mas, como previsto, o juiz rejeita as acusações, alegando provas insuficientes.

Fonte: IMDb/Reprodução NBC/Reprodução

Quando Kemp volta para casa tranquilamente, encontra Reddington que, sentado no escuro e com sua arma em punho, diz ao fabricante de armas que chegou a hora de encarar as consequências da sua forma descuidada de fazer armas chegarem às mãos de criminosos. Quando Kemp questiona "quais consequências?", Red responde: "A ira de homens como eu".

Enquanto mais um acerto de contas acontece, Ilya Koslov entra em pânico porque tem visto um carro do lado de fora do seu apartamento todos os dias. Embora sua esposa, Red e Dembe afirmem que ele está paranoico, ele está certo, pois está sendo vigiado. Mas não pelo pessoal ligado a Katarina Rostova.

Quem está observando Koslov é, na verdade, um investigador particular que Lizzie contratou há algumas semanas. Enquanto isso, Red está com ela, parabenizando-a por ter ficado contra Harold e por ser "uma pessoa de convicção e princípios". 

Ele para e atende uma ligação: é Dembe dizendo que está vigiando Ilya. Aí, entrega uma taça para Liz e brinda: "Por estarmos do mesmo lado".

Texto escrito por Jorge Marin via Nexperts.