A indicação da semana desta sexta-feira (17) traz a nova série adolescente Outer Banks, que estreou recentemente na plataforma da Netflix. O seriado tem diversas qualidades, entre elas uma trama de fácil assimilação, repleta de mistérios e conflitos, além de personagens muito carismáticos. Tudo isso já é uma boa pedida para quem quiser conferir uma história despretensiosa, mas muito agradável.

Criada por Josh Pate, Jonas Pate e Shannon Burke, a série foi desenvolvida diretamente para o serviço de streaming. Com uma 1ª temporada composta por 10 episódios de cerca de 50 minutos cada, Outer Banks é um exercício interessante de nostalgia e traz ao público muitas ideias repletas de simbolismos, sobretudo para aqueles que cresceram assistindo a famosa Sessão da Tarde

Vale ressaltar que a produção está no top 10 da plataforma desde o seu lançamento nesta semana, em 15 de abril.

Introdução

Outer Banks tem uma fotografia amarelada, que remete a um ambiente extremamente solar e cheio de calor. A abordagem da trama também se dá, de certa forma, com uma caça ao tesouro mesclada com um conflito de classes. 

(Netflix/Reprodução) Netflix/Reprodução

Já a história segue um grupo de adolescentes da Carolina do Norte, em um local conhecido justamente como Outer Banks (bancos externos, em uma tradução mais livre). Segundo a definição, esses bancos externos seriam uma longa sequência de estreitas ilhas em forma de barreira na costa leste do estado americano.

Segundo a produção, o cenário foi replicado em um outro ambiente na Carolina do Sul para que as filmagens fossem realizadas sem grandes complicações. No Rotten Tomatoes, importante site de avaliação de novos programas, a série se classifica com uma aprovação de 63% dos usuários, com uma média de 7.5 de 10. 

Do que a série trata?

Na Carolina do Norte, o público conhece os Pogues, uma família que reside em uma ilha cheia de discrepâncias sociais. Por lá, é muito fácil saber quem é rico e quem é pobre. O protagonista John B (vivido por Chase Strokes) é o fio condutor da trama e explica logo de início que é filho de um homem desparecido. 

Esse homem, no caso, estava em busca de um navio do século XVIII chamado Royal Merchant, que segundo o que se especula, naufragou em 1829 com cerca de 400 milhões de dólares em ouro da Inglaterra.

Esse personagem solitário e melancólico tem a ajuda dos amigos (que possuem diversos problemas) para desvendar o mistério do sumiço do pai. Esses amigos são: J.J. (interpretado por Rudy Pankow), que possui um pai bêbado e abusivo, e Pope (Jonathan Daviss), um garoto que deveria ser mais inteligente do que aparenta. Além deles, Kiara (de Madison Bailey) é uma menina de família mais abastada que também integra o grupo.

(Netflix/Reprodução) Netflix/Reprodução

Ao longo da temporada, John e os amigos encontram diversas pistas que podem levar ao paradeiro de seu pai. Elas, inclusive, de alguma forma, podem levar o grupo também ao navio naufragado que ele buscava. Será que eles também conseguirão encontrar o incrível tesouro perdido?

Vale a pena assistir?

Quem gosta de boas histórias adolescentes deve pelo menos dar uma chance para Outer Banks. Inclusive, é uma ótima pedida em tempos de pandemia. Os órfãos dos dramas de Riverdale e Euphoria, por exemplo, podem estar querendo se entreter com novos personagens teen que, de vez em quando, precisam lidar com alguns vilões inesperados.

Vale ressaltar que muitos dos espectadores que já conferiram a 1ª temporada acharam que a trama tem uma vibe oitentista, o que também lembra os conflitos da já clássica The OC (conhecida no Brasil como Um estranho no paraíso). 

Conforme noticiamos anteriormente, a série também pode ser considerada como uma mistura do filme Os Goonies e da série adolescente dos anos 2000 Dawson's Creek.

(Netflix/Reprodução) Netflix/Reprodução

Entretanto, há também aqueles que defendem que a série tem ares de uma novela adolescente. Será que devemos compará-la à Malhação, da Rede Globo? 

Fica ao critério do espectador que estiver interessado em conhecer um drama despretensioso, solar e cheio de mistérios interessantes. Merece alguns minutinhos de atenção, sobretudo nas tardes friorentas que ainda estão por vir.

Texto escrito por Matheus Rocha da Silva via Nexperts.