Arnold Schwarzenegger está de volta... de novo. Sejamos diretos: O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio consegue cumprir a não tão difícil missão de ser melhor que seus antecessores. Aqui me refiro aos três últimos filmes da franquia, não às duas obras originais dos anos 1980 dirigidas por James Cameron — essas ainda têm o trunfo da originalidade, do qual o longa de Tim Miller (de Deadpool) não pode se gabar.

Tecnicamente, o sexto filme da franquia Terminator, Destino Sombrio, conscientemente ignora a existência das continuações fracassadas com Nick Stahl, Christian Bale e Emilia Clarke. E essa decisão é um dos maiores méritos do novo longa. A primeira cena é eficiente ao criar a ponte necessária com O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, mas não espere grandes explicações lógicas sobre como um futuro "apagado" existe simultaneamente ao novo. Aliás, não espere muita lógica.

Elenco de novatos

Exterminador do Futuro: Destino Sombrio é a salvação da franquia? (Crítica)

Gabriel Luna e Arnold Schwarzenegger. (Fonte: Fox Film/Divulgação)

Mas, justiça seja feita, a obra se propõe a ser um filme de ação, e os fãs do gênero não devem se decepcionar. As sequências de perseguição e luta são muito bem coreografadas e visualmente impressionantes. Mackenzie Davis (Blade Runner 2049 e Tully) definitivamente encontrou sua "praia", convencendo no papel fisicamente desafiador de uma soldado aprimorada do futuro.

Já Gabriel Luna (ele mesmo, o Motorista Fantasma de Agents of SHIELD) não consegue fazer muito com o engessado e batido papel que recebeu. Responsável por dar humanidade ao filme, Natalia Reyes é tão carismática quanto as limitações do roteiro permitem, mas deixa uma boa impressão de que, sim, pode carregar a franquia caso Exterminador do Futuro: Destino Sombrio vá bem nas bilheterias.

"Eu não voltarei"

Exterminador do Futuro: Destino Sombrio é a salvação da franquia? (Crítica)

Arnold Schwarzenegger e Linda Hamilton. (Fonte: Fox Film/Divulgação).

Linda Hamilton é a grande ligação com o Exterminador original, e arrisco dizer que o filme perde força com a entrada de Schwarzenegger na trama (não é um spoiler, já que ele está em todos os trailers e na sinopse). Ele desequilibra a química do trio principal, e sua participação chega a parecer protocolar — como uma exigência do estúdio. Dito isso, ver novamente a dinâmica de Sarah e T-800 (ou "Carl") é um dos poucos apelos nostálgicos bem utilizados, mas deve agradar os fãs.

Era só isso que você estava escondendo o filme todo?

Exterminador do Futuro: Destino Sombrio é a salvação da franquia? (Crítica)

Mackenzie Davis e Natalia Reyes. (Fonte: Fox Film/Divulgação).

Por fim, a grande mensagem de O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio é indicada pelo subtítulo — e infelizmente é tão clichê e superficial quanto todos os diálogos. Assim como Sarah Connor um dia o fez, a nova protagonista, Dani Ramos (Natalia Reyes), precisa decidir mudar o futuro e criar seu próprio destino. O grande twist? Não revelarei para não agredir os "spoilerfóbicos", mas garanto que os espectadores adivinharão já nos 30 primeiros minutos de filme.