Depois de temporadas na Broadway, Jeff Daniels retorna ao mundo das séries de TV em breve. O ator foi escalado para ser protagonista da série Rust, uma adaptação do livro "American Rust" ("Ferrugem Americana", no Brasil) do autor americano Philipp Meyer.

Descrito como um drama familiar que aborda o desgastado sonho americano, ele é focado no dilema moral do chefe de polícia Del Harris (Jeff Daniels). Quando o filho da mulher que ama é acusado de assassinato, o protagonista é forçado a decidir o que está disposto a fazer para proteger o rapaz.

Indicado ao Oscar pela adaptação do livro Capote (2005) para o cinema, Dan Futterman será um dos roteiristas do programa. Produzida pelo canal Showtime, ainda não foi revelada uma possível data de estreia da série.

Rust: Jeff Daniels volta à TV na adaptação de Ferrugem Americana(Fonte: IMDb)

Time executivo da adaptação de Rust

Além de protagonizar a série Rust, Jeff Daniels atuará como produtor executivo ao lado do roteirista Dan Futterman. Anteriormente, a dupla trabalhou na produção de The Looming Tower (2018), minissérie do Hulu indicada a quatro categorias Emmy no ano passado.

Michael De Luca e Elisa Ellis da Platform One Media também estão escalados como produtores executivos. A empresa irá co-produzir a série junto ao canal Showtime.

Essa não é primeira tentativa de adaptar o livro "American Rust". Em 2017, o canal USA Network autorizou a produção da série. Contudo, em janeiro de 2018, a rede anunciou que o projeto foi cancelado porque os produtores não encontraram uma grande estrela para o papel principal.

Sobre o livro American Rust

Lançado em 2009, American Rust é a obra de estreia do autor Philipp Meyer. Como dito, a história usa o misterioso assassinato para apresentar o declínio da classe média americana. Desta forma, ele explora o mal-estar econômico e social que se instalou nesta camada da sociedade e ficou conhecido como a Nova Era Dourada.

No ano de lançamento, o livro recebeu grande destaque e prêmios da mídia especializada. Por exemplo, ficou entre as 10 melhores escolhas do The Washington Post. Enquanto, a revista Newsweek o classificou como “melhor livro já escrito” em julho de 2009.

Este texto foi escrito por Luiz Paulo Charleaux.