Em 2017, a Netflix anunciou que faria o reboot do reality Queer Eye for the Straight Guy e, na nova versão, o programa se chamaria somente Queer Eye. Desde então, o show se tornou um fenômeno da cultura pop, ao mesmo tempo em que abraçava a oportunidade de concretizar mudanças reais no mundo. Depois de ver a série receber três Emmys em seu primeiro ano de estreia, a 3ª temporada dá continuidade ao legado liderando os rankings do primeiro Critics’ Choice Real TV Awards.

O reality show acompanha cinco mestres: Antoni Porowski, especialista em comida, Bobby Berk, especialista em design, Karamo Brown, responsável por cultura e estilo de vida, Jonathan Van Ness, cabelo e cuidados pessoais e, por fim, Tan France, especialista em moda. Esses homens gays se empenham em ajudar os participantes, através de seus conhecimentos, encontrar autoestima, confiança, novas habilidades, entender suas intolerâncias e, principalmente, abrir a mente para o novo.

Com a importância que a série ganhou ao longo de duas temporadas, a Netflix rapidamente confirmou a terceira edição que estreou com oito capítulos. Refletindo sobre esta nova jornada, os anfitriões discutem os desafios pessoais que tiveram de enfrentar, apoiando-se na vulnerabilidade de cada um para seguir levando a mensagem de amor, tolerância e aceitação até Washington DC.

Queer Eye: apresentadores falam sobre 3ª temporada e vulnerabilidade

Esta nova temporada de Queer Eye, além de trabalhar a desconstrução de estereótipos e um modelo de masculinidade tóxica, também se destacou por uma maior presença de questões femininas nos episódios. Em entrevista ao Deadline, Porowski comentou o episódio intitulado “Uma Mulher Poderosa” e afirmou que este foi um dos mais memoráveis para ele.

“Você deve perceber quando assiste ao programa que todos os episódios terão uma conexão muito forte com o herói, e isso geralmente é baseado em uma área da vida com a qual eles realmente lutam. (...) Tentamos garantir que eles estejam se beneficiando verdadeiramente nessa área de sua vida. É realmente baseado em quem eles são e na vida que eles realmente querem”, completou France.

Apresentadores comentam como utilizaram a própria vulnerabilidade para ajudar os participantes

Todos os apresentadores comentam sobre terem utilizado da própria vulnerabilidade e das próprias experiências para se sentirem mais confortáveis em se abrir com cada participante e fazer com que uma mudança de fato aconteça.

“Uma coisa que todos nós fizemos quando entramos na 3ª temporada, foi que nos sentimos muito mais confiantes em nossos conjuntos de habilidades, garantindo que, junto com a vulnerabilidade que estávamos trazendo, estivéssemos também aperfeiçoando o que fazemos para realmente ter uma reforma mais profunda, e fazer o melhor que podíamos para garantir que nossos heróis pudessem ter sucesso a longo prazo” disse Brown.

Com certeza, um dos legados mais importante da série da Netflix, é conseguir despertar um sentimento de amor próprio e aceitação, com tantas pessoas realmente sofrendo por serem quem são e conduzir elas para um caminho em que se sintam bem, “ter a possibilidade de representar isso para qualquer um neste momento da história é uma honra”, declara Ness.

Os cinco ainda ressaltam o fato de não esperarem ter a visibilidade e a importância que eles têm para as lutas de igualdade e veem isso com responsabilidade. Van Ness relembra o momento em que estiveram em Washington para defender a Lei da Igualdade e se reuniram com Alexandria Ocasio-Cortez, uma congressista importante na luta pelos direitos LGBTQ, e Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA. “Há oportunidades que todos nós tivemos de promover mudanças”, termina o apresentador.

A 3ª temporada de Queer Eye estreou em março na Netflix.

Este texto foi escrito por Amarílis Virgínia Ferreira via nexperts.