Rocketman, o musical que conta a história da vida de Elton John, está conquistando a crítica, agregando um número maior de entusiastas, e méritos não param de ser creditados à atuação de Taron Egerton. A produção é um dos grandes sucessos do ano, não há como negar. No entanto, tudo corresponde ao que de fato aconteceu ou há bastante licença poética?

Na intenção de descobrir o que é real e o que é imaginário, listamos sete momentos com as adaptações e os acontecimentos verídicos retratados no filme.

1. Elton John saiu de um show e foi direto para a reabilitação vestido como um demônio com chifres

Rocketman: mitos e verdades sobre a cinebiografia de Elton John

É verdade. O filme foi bastante fiel na relação de Elton John com as drogas, e os figurinos refletem etapas que ele viveu. A cena específica é uma representação do astro lutando contra os próprios demônios no auge de sua fase com a cocaína. Contudo, no filme a cena se passa em 1984, quando na verdade ele só foi para a reabilitação em 1990.

2. O sobrenome de Elton John surgiu enquanto olhava uma foto de John Lennon

Rocketman: mitos e verdades sobre a cinebiografia de Elton John

Apesar de John Lennon ter sido um amigo querido, isso é falso. O nome surgiu em homenagem a dois integrantes da banda Bluesology, da qual Elton John também participou: Elton Dean e Long John Baldry.

3. No fim dos anos 1960, Elton John entrou no escritório de James com dois grandes clássicos em mãos: "Candle in the Wind" e "I Guess That's Why They Call It the Blues" e escutou que eram lixos

Rocketman: mitos e verdades sobre a cinebiografia de Elton John

É verdade. Bernie Taupin é um grande parceiro de composição de Elton John, colaborando com a criação de "Candle in the Wind", em homenagem a Marilyn Monroe. A canção mais rápida que fizeram foi "Your Song", cujo processo de escrita e melodia durou apenas 1 dia. A parceria de ambos se mantém até hoje.

4. Ao tocar "Crocodile Rock" em Troubadour, Elton John e toda a multidão levitaram

Rocketman: mitos e verdades sobre a cinebiografia de Elton John

Provavelmente é falso. É certo que muitos músicos afirmam que quando há uma perfeita interação entre eles e o público o êxtase é tão profundo que a sensação é de que todos estão levitando. Porém, a ciência humana jamais comprovou um ato de levitação que pudesse quebrar as leis da gravidade. Outra coisa curiosa é que "Crocodile Rock" só foi composta 2 anos depois da data descrita no filme.

5. A ausência de John Lennon indica que a amizade era fraca

Rocketman: mitos e verdades sobre a cinebiografia de Elton John

Totalmente falso. É interessante que John Lennon não esteja no filme, pois Elton foi um grande fã dos Beatles. Em sua adolescência, assistiu a um show da banda, o qual mais tarde descreveu como "ver a Deus". Os dois passaram muito tempo juntos em 1974, quando Lennon contribuiu com participações em músicas e chegou a dividir o palco com Elton no Madison Square Garden, onde tocaram três canções. Em tributo a John Lennon, Taupin escreveu a música "Empty Garden".

6. No show no Dodger Stadium, Elton John apareceu com um brilhante uniforme de beisebol, período em que começou a declinar no mundo das drogas

Rocketman: mitos e verdades sobre a cinebiografia de Elton John

Verdade. O filme mostra Elton John com uma necessidade enorme de ser amado. O uso de drogas começou de forma recreativa, mas passou a arrastá-lo para o fundo do poço. Essa cena específica no palco do Dodger Stadium se passou 2 dias após ele tentar se suicidar na piscina de casa durante uma festa. Devido ao uso abusivo de drogas, ele chegou a sofrer um ataque cardíaco causado por uma overdose de cocaína.

7. Elton John foi casado

Rocketman: mitos e verdades sobre a cinebiografia de Elton John

É verdade. Na década de 1980, Elton John foi casado com a engenheira Renate Blauel. O matrimônio aconteceu em 1984, mas o filme retrata o casamento em 1979. O longa aborda esse ato como algo que poderia salvá-lo do álcool e das drogas, mas na vida real ele já tinha consciência de que era gay e considerou que o casamento pudesse reparar os erros que havia cometido. Infelizmente, tanto no filme quanto na realidade existiu o remorso por ter magoado a ex-eposa.

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Este texto foi escrito por Leonardo da Vinci Figueiredo da Cunha via nexperts.

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