Já se vão 2 décadas desde a estreia de uma das comédias mais amadas de todos os tempos. Com Hugh Grant no papel de Will Thacker e Julia Roberts interpretando Anna Scott, o filme Um Lugar Chamado Notting Hill chegou aos cinemas brasileiros somente em julho de 1999, mas em maio já fazia história nos Estados Unidos.

Envolvente e divertida, a produção trata da relação entre uma supercelebridade e um homem comum que se conhecem sem querer e acabam se apaixonando, mas que encontram na fama de Anna um grande obstáculo para o relacionamento.

Boa parte do crédito pelo sucesso do filme vem da grande sintonia entre os atores, que já se conheciam e trabalharam intensamente para garantir o bom resultado. Para viver Will, os produtores buscaram um ator que fosse menos conhecido, mas acabaram preferindo Grant; já para o caso de Anna não havia outro nome sequer sendo cogitado.

Os 20 anos de Um Lugar Chamado Notting Hill

A decisão, na época, foi tomada pelo diretor Roger Michell e pelo roteirista Richard Curtis, que também escreveu Quatro Casamentos e Um Funeral e Simplesmente amor, e era, por incrível que pareça, o morador da casa por trás da famigerada porta azul que tanto aparece no filme. "Eu não gosto de considerar isso", disse o ator, em entrevista à revista Variety, sobre a possibilidade de Roberts recusar fazer Anna — algo que ela de fato relutou para aceitar.

O motivo para a hesitação de Julia Roberts, segundo os rumores de Hollywood, era que as pessoas achassem que a história fosse baseada na vida da própria atriz. E, embora muitos acreditem que a película tenha sido inspirada nela, o roteirista diz que não; afinal retratar os dramas por trás da fama e do sucesso em Hollywood não é exatamente uma ideia inovadora.

Os 20 anos de Um Lugar Chamado Notting Hill

Aliás, tanto não é inovadora que alguns — inclusive o agente de Roberts — até pensaram que a produção fosse uma releitura de A Princesa e o Plebeu, filme estrelado por Audrey Hepburn, no qual uma princesa visita uma região longe da nobreza e se apaixona por um jornalista, e que deu um Oscar para a atriz em 1953. O problema é que o roteirista jura que sequer tinha visto o longa, apesar das semelhanças.

Sucesso além das câmeras

Vinte anos depois do lançamento, o público ainda não superou essa história de amor. Afinal, a trama marcou a vida e os romances reais de muita gente, de forma que a região de Notting Hill é até hoje visada por alguns grupos de turistas e fãs da película.

A livraria, que é uma das principais locações do filme, recebe com frequência clientes interessados em muito mais do que folhear e comprar um bom livro.

Os 20 anos de Um Lugar Chamado Notting Hill

A então Travel Bookshop, que hoje se chama London' Notting Hill Bookshop, já viu muitas lágrimas e momentos emocionantes. Segundo a gerente da livraria, Olga Lewkowska, turistas de todos os países passam por lá quando estão em Londres, contando histórias sobre como o filme mudou suas vidas e como é importante para eles.

"As pessoas enviam cartões, volta e meia alguém quer vir com a namorada e pede para tocarmos a música favorita dela, e, quando vemos, estão ajoelhados", brinca Lewkowska sobre a quantidade de pedidos de casamento que acontecem ali.

O quanto você lembra de Um Lugar Chamado Notting Hill? Recorde e veja aqui algumas curiosidades sobre o filme.