O episódio final de Crazy Ex-Girlfriend foi ao ar na semana passada, deixando vários fãs órfãos (você pode conferir a crítica do series finale aqui). Para matar um pouco da saudade, as criadoras da série, Rachel Bloom e Aline Brosh McKenna, conversaram com vários sites americanos na última semana a respeito do final da história de Rebecca Bunch e sobre os próximos planos.

As criadoras enfatizam que a série é sobre encontrar o que o faz realmente feliz, mas que isso não necessariamente tem a ver com amor romântico. Bloom, que interpreta Rebecca Bunch, é roteirista e showrunner e explica que não faria sentido que a personagem terminasse com um dos três pretendentes. “A intenção era que ela tomasse conta de seu próprio destino”. A roteirista e produtora Brosh McKenna endossa a colega ao dizer que a ideia era fazer com que Rebecca chegasse a um ponto em que ela soubesse quem ela era e que há várias possibilidades de relacionamentos bem-sucedidos para a personagem.

O final já estava estruturado desde o início da série, ainda que os detalhes tenham sido construídos com o desenrolar da história. McKenna afirma que a frase “Esta é a música que eu escrevi”, a última dita por Rebecca antes do final, sempre esteve nos planos. “Nem todos os detalhes foram desenvolvidos, mas a última coisa que ela iria dizer, onde ela iria terminar e que ela teria o que parece a oportunidade romântica ideal, mas encontraria essa outra coisa, sempre existiram”, completa.

A produtora, que também escreveu parte das 151 músicas da série, conta que a história sempre foi sobre Rebecca procurando a sua identidade. Então, ela encontrar a sua paixão, o que ela quer conquistar e o que quer fazer com sua vida sempre foi o objetivo principal. Bloom complementa lembrando que Crazy Ex-Girlfriend é uma história muito íntima, que trata da jornada de uma mulher e sua vida interior.

Elas tinham a ideia de libertar Rebecca no último episódio, o que efetivamente aconteceu, na perspectiva delas. “Nós estávamos sendo essas minideusas que entraram na vida dela e bagunçaram tudo por causa do enredo da história. Agora, pela primeira vez, ela está no comando”, diz Bloom. De acordo com McKenna, elas queriam libertar Rebecca das narrativas patriarcais e sociais.

A libertação de Rebecca veio por meio da arte, que é a sua verdadeira paixão. Mas qual foi o tipo de música que ela apresentou depois da cena de encerramento da série? As criadoras revelam que ainda não sabem, mas que ela não é uma compositora de músicas de comédia. “A comédia das músicas vem do descompasso entre o gênero e o que Rebecca é”, diz Bloom.

Em uma série que trata de saúde mental de forma tão competente, isso acaba tendo uma ressonância junto à audiência. Uma das coisas com que Bloom diz se sentir mais feliz é quando alguém revela que buscou a terapia por causa da série. “Nosso seriado não é terapia. Tudo o que podemos fazer é mostrar alguém que está tentando melhorar. Alguém dizer que foi para a terapia e está tentando melhorar; isso é realmente muito legal”, explica a atriz.

Para aplacar a tristeza dos fãs com o fim da série, as criadoras deram indícios de que pode haver novos projetos envolvendo Crazy Ex-Girlfriend. Não existe, porém, qualquer prazo ou formato definido. McKenna diz que elas irão conversar sobre um musical baseado na obra, enquanto Bloom se mostra entusiasmada com a chance de levar histórias contadas em séries para o teatro. No entanto, a produtora faz questão de ressaltar que elas não chegaram a conversar por mais de 5 minutos sobre o possível musical. Outra ideia levantada por Bloom é a de um revival daqui a 10 anos. Tomara que aguentemos esperar até lá.

Este texto foi escrito por Camila Pessoa via nexperts.