A diferença salarial entre homens e mulheres é uma realidade em todo o mundo. No mundo do entretenimento, diversos discursos foram feitos na premiação do Oscar de 2015 tratando de atrizes que ganhavam menos que os colegas ainda que desempenhando a mesma função – e mesmo que a atriz fosse a superpremiada Maryl Streep. Agora chegou a vez de o Walt Disney Studios ser questionado judicialmente pela prática.

Duas funcionárias da empresa, LaRonda Rasmussen e Karen Moore, apresentaram um processo alegando que a Disney discrimina as trabalhadoras mulheres ao remunerá-las com salários menores que os pagos a homens. As funcionárias demandam o recebimento de salários retroativos, benefícios perdidos e outras compensações. A ação foi apresentada na Corte Superior de Los Angeles e também coloca a Walt Disney Pictures e a Hollywood Records como rés.

(Reprodução/Pexels)

O processo ainda exige que a Disney implemente um programa interno para remediar os efeitos de sua política de emprego ilícita, o que incluiria ajustar salários e benefícios para outras mulheres. Outra consequência seria a criação de uma força-tarefa para registrar o progresso ao longo do tempo. Um dos argumentos apresentados pela ação é de que a prática da empresa em pagar salários menores às mulheres afeta negativamente as funcionárias.

A ação afirma que, quando se trata de pagar as mulheres de forma justa, a Walt Disney Company mantém uma política lamentável ao longo do tempo. “Resumindo, a Disney se recusa a pagar as funcionárias mulheres o mesmo valor que paga a homens que fazem o mesmo trabalho. Em várias instâncias, a Disney está pagando milhares de dólares a menos às trabalhadoras”, diz o processo.

As funcionárias estão sendo representadas por uma firma especializada em remuneração desigual para empregadas mulheres, que já atuou contra empresas como a Intel. O processo foi apresentado como uma ação coletiva. “As mulheres estão fartas de serem tratadas como mão de obra barata. Esperamos que essa ação chame atenção para a discriminação de remuneração à qual a Disney está submetendo suas funcionárias”, diz Lori Andrus, uma das advogadas responsáveis pelo processo.

Este texto foi escrito por Camila Pessoa via nexperts.