Alerta! Este texto contém SPOILERS do episódio 9x16 da série The Walking Dead, exibido no domingo, dia 31 de março, pela AMC e pela FOX. Não prossiga se não quiser saber detalhes da trama.

O episódio 16 da 9ª temporada de The Walking Dead encerrou um ano de renovação e evolução para a série da AMC. Ainda que “The Storm” não tenha sido tão impactante quanto o episódio anterior, “The Calm Before...”, foi um bom jeito de terminar a temporada que ressuscitou (com o perdão pelo trocadilho) o drama, que vinha definhando nos últimos anos.

Por isso, nós selecionamos os pontos altos da season finale. São narrativas que devem gerar as principais tramas para a 10ª temporada ou conclusões bem desenvolvidas. Também apontamos um aspecto (pois é, só um) que não empolgou tanto.

E não se esqueça de conferir também: The Walking Dead: quais são os ganchos deixados para a 10ª temporada? (spoilers)

Judith e Negan, uma dinâmica perfeita

As cenas de Negan zombando o “quadrado amoroso” formado por Gabriel, Rosita, Siddiqe Eugene nos fizeram rir alto. Assim como é impossível não sorrir toda vez que Judith dá uma bronca no vilão. No entanto, a amizade entre os dois chegou ao auge no momento em que a menina se perde na nevasca atrás do cachorro de Daryl e Negan não hesita em se colocar me perigo para salvá-la.

Sem dúvida foi o ponto de virada da lenta redenção que The Walking Dead vem preparando para o vilão. Negan é um personagem bom demais para ser desperdiçado, mesmo que para reutilizá-lo os roteiristas tenham que nos fazer esquecer das coisas horríveis que ele fez em seu tempo de líder. E que maneira melhor do que, literalmente, salvar criancinhas em perigo? Ao menos Michonne parece ter ficado grata o suficiente pelo resgate para, sempre com um pé atrás, começar a dar um voto de confiança para Negan.

A natureza como vilã

Zumbis congelados e/ou surgindo de baixo do gelo é tudo que nós não sabíamos que queríamos ver até agora! Além da bela direção de fotografia, a neve é um obstáculo que ainda não havíamos visto nos quase 10 anos da série. Qualquer forma de não se repetir é louvável, mas quando ela ainda consegue gerar bom entretenimento, melhor ainda.

Daryl, futuro líder e pai protetor

O amadurecimento de Daryl é um dos grandes desenvolvimentos de personagem de The Walking Dead. Faz todo sentido que ele tenha se afeiçoado e tomado para si a missão de proteger Lydia, uma jovem que – assim como ele – sofreu abusos físicos dos pais. Além disso, as conversas com Carol e Michonne parecem terem feito ele aceitar que precisa ser o líder que foi moldado para ser.

Carol e Ezekiel, o fim do conto de fadas

Não conseguindo se recuperar da perda do filho, Carol decide retornar para Alexandria com seus amigos, enquanto Ezekiel fica em Hilltop. Não é que estejamos felizes com a separação do casal – se tem alguém que merece felicidade após tudo que passou é Carol –, mas o momento foi tão sensível quanto real (você sabia que casais que perdem filhos tem uma taxa de divórcio altíssima?). Além do mais, isso coloca uma de nossas personagens favoritas novamente no mesmo grupo que Daryl e Michonne. Como disse alguém no episódio 14, “É como se a banda estivesse reunida novamente!”.

Nada em jogo

Faltou um clímax. Sim, o frio era o vilão do episódio, mas não houve uma real sensação de perigo em nenhum momento. O que até faz sentido se pensarmos na carga emocional de “The Calm Before...”. Não haveria como superar os fatores de choque e drama, então melhor apostar em uma abordagem diferente. Mas, sem altos e baixos, “A Tempestade” passou como se fosse uma brisa preenchendo o espaço para um futuro promissor.

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