Atenção! Este texto contém SPOILERS do episódio 15x11 de Grey's Anatomy, exibido na última quinta-feira, 31 de janeiro, na TV americana.

O episódio da última semana de Grey’s Anatomy foi um marco para a série. Tanto Catherine Fox e Thatcher Grey estavam convivendo com um câncer praticamente incurável, mas só um sobreviveu.

Enquanto Thatcher optou por desistir do tratamento e faleceu pouco depois de ficar em paz com Meredith, Catherine sobreviveu à cirurgia realizada por Koracick e Amelia – mas não sem consequências. Eles conseguem remover a maior parte do tumor, mas não tudo. Sendo assim, ela ganhou muitos anos de vida, mas terá que viver com o diagnóstico de câncer.

Em uma entrevista ao TVLine, a showrunner de Grey’s Anatomy, Krista Vernoff, explicou sua escolha de “matar” o pai de Meredith Grey nesse ponto da trama e como a decisão está relacionada com a sobrevivência de Catherine, de April Kepner e de todos os personagens "poupados" na última temporada.

GreyThatcher Grey morre no episódio 15x11 de Grey's Anatomy

"Fizemos algumas coisas brutais com nossos personagens e esperavámos que eles morressem... mas eles viveram. Então eu disse ‘se você realmente quer que Catherine sobreviva a essa cirurgia, que tão poucas pessoas sobrevivem, e que pareça um milagre: alguém com quem nos importamos profundamente tem que morrer’. E Finchy veio até mim com a ideia do pai de Meredith”, explica Vernoff.

Mas não é só por isso que “The Winner Takes It All” foi marcante. A inspiração de retratar uma pessoa com câncer e que não se enquadra nas categorias de “sobrevivente” ou “vítima” – mas sim alguém que tem que conviver com isso diariamente – veio de dentro da sala dos roteiristas, mas especificamente da produtora Elisabeth R. Finch, ela mesma, a Finchy.

“Krista Vernoff me ouviu falar um dia sobre o quanto eu odiava as palavras ‘batalha’, ‘briga’, ‘ganha’, ‘perde’ quando se trata de câncer. Quão doloroso é, quão destrutivo pode ser para alguém com câncer. Porque o que está ganhando? O que está perdendo? Isso significa que alguém que morreu de câncer simplesmente não lutou o suficiente?”, relatou Finch à revista Entertainment Weekly.

GreyO drama da Dra. Catherine Fox foi inspirado na história real da roteirista Elisabeth R. Finch

A história pessoal dela com a doença é um dos poucos aspectos não-abordados por Grey’s Anatomy, o do paciente funcional. “[Vernoff] então me perguntou se eu consideraria escrever uma história semelhante à minha, de alguém que vive com câncer. Alguém que tem uma doença que está administrando, mas ainda tem uma vida plena, um trabalho, família e amigos. Na maioria das histórias sobre câncer a pessoa está morta ou curada. Não há intermediário. Mas eu moro no meio do caminho. E há mais pessoas como eu por aí com doenças crônicas que estão desesperadas para se verem representadas na televisão”, completou a produtora, que ainda se disse sortuda por poder ver Catherine seguir em frente como ela e tantos outros fazem, e ainda em uma série com o alcance de Grey’s Anatomy.

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