M. Night Shayamalan é muito conhecido por criar títulos que possuem reviravoltas em seu terceiro ato. Isso fez com que a carreira do cineasta tivesse ápice no clássico O Sexto Sentido, mas caído em desgosto conforme novas produções eram lançadas. Com o lançamento de Fragmentado, o público soube que o longa se conectava com outro filme do diretor, Corpo Fechado. Agora, Vidro chegou aos cinemas para encerrar essa trilogia e também apresenta uma surpresa que divide público e crítica.

Spoilers de Vidro adiante

Vidro terminou de uma forma bastante agridoce para críticos e público, pelo caminho controverso que Shayamalan deu aos principais personagens da história. Na trama, Elijah Price (Samuel L. Jackson) é assassinado por Kevin Wendell Crumb (James McAvoy) após ele descobrir que o cadeirante era o responsável pela morte de seu pai, o que causou o trauma que gerou as múltiplas personalidades nele.

Entretanto, os três protagonistas da franquia são mortos, não só um. Kevin e David Dunn (Bruce Willis) são assassinados por uma organização secreta, com o intuito de eliminar qualquer ser superpoderoso, na qual a Dr. Ellie Staple (Sarah Paulson) está envolvida. Mas, graças à inteligência de Elijah Price, ele consegue antever os vilões e permitir que sua mãe divulgue um vídeo com habilidades espetaculares dos companheiros de psiquiatria ao mundo, presumidamente gerando mais heróis e vilões ao redor do globo.

Em entrevista para a Entertainment Weekly, Shayamalan ressalta que sempre pensou no desfecho de Corpo Fechado como uma trilogia e com o exato final que deu para Vidro. “Eu pensava que esse seria um desfecho bastante apoteótico para tudo, com pessoas gritando e várias implicações sendo criadas. É tudo sobre implicações. A ideia de fazer com que a jornada do protagonista seja completa por causa da ação de outrem é algo muito poderoso”, ressalta o diretor.

Apesar de Vidro deixar portas abertas para sequências, o diretor não pensa em revisitar esse universo. “Eu tenho muitas histórias originais que gostaria de contar. Eu sou esse tipo de cineasta e quero me manter contando novas histórias com personagens inéditos. É muito divertido ter que pensar em uma linguagem diferente, tentar aprendê-la e testar o público durante algumas horas”, conclui Shayamalan.

Este texto foi escrito por Gustavo Rodrigues via nexperts.