O serviço de streaming Crackle, que pertence à Sony Pictures Television, não vai mais funcionar no Brasil e na América Latina. A gigante japonesa vem revendo suas iniciativas que não estão correspondendo com as metas de decidiu descontinuar a plataforma por aqui. “Após muitas considerações, concluímos que o Crackle Latina America não é sustentável no atual cenário, altamente competitivo”, afirma Keith Le Goy, presidente de distribuição mundial da companhia, em comunicado oficial.

O Crackle começou a funcionar em 2012 com o suporte de anúncios, oferecendo catálogo de filmes e séries mais antigos e de nichos, tanto da gigante japonesa quanto de terceiros. Desde 2016, ele passou a trazer conteúdo mais novo, a exemplo de atrações como Preacher e a temporadas mais recente de Doctor Who. Ele já foi baixado mais de 100 milhões de vezes, em 20 países.

A plataforma conseguia se manter quando vinha com publicidade e havia a possibilidade dela ser usada em parcerias de dispositivos, como um extra para fidelizar clientes. Houve até uma tentativa de seguir o modelo de negócios popularizado por empresas como a Netflix e o Spotify, com uma assinatura de R$ 16,90 para duas telas simultâneas — a página continua no ar por aqui até o dia 30 de abril.

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Contudo, os resultados aparentemente não foram satisfatórios e 17 funcionários de escritórios em Miami, Los Angeles, México, Brasil, Argentina e Colômbia foram dispensados. O Crackle Canada já havia fechados as portas em junho do ano passado e a versão estadunidense continua operando. O Crackle Australia também continua de pé, graças à veiculação de propagandas.

Para onde vão as atrações que estão no Crackle Latin America?

Ainda não se sabe ao certo do futuro do Crackle. A Sony Pictures Television vem tentando vender parcialmente a plataforma desde a temporada passada e segue atrás de interessados — ainda há interesse em mantê-la no portfólio, pois ela pode ser usada para distribuição estratégica de conteúdo e tem potencial de se valorizar no mercado.

É possível que o serviço volte a ser bancado apenas com publicidade, sendo oferecido gratuitamente e com parte do conteúdo sob demanda; ou seja negociado com operadoras de telefonia, que então poderiam oferecê-lo como atrativo em seus planos. Enquanto isso, as produções originais e todo o catálogo que vinha sendo veiculado pelo Crackle Latin America será transferido por aqui para os canais Sony Entertainment Television e AXN, na TV paga.

A matéria "Sony encerra serviço de streaming Crackle no Brasil e América Latina" foi escrita por Claudio Yuge para o TecMundo, um site da empresa NZN assim como o Minha Série.