Usar a trilha sonora para construir a narrativa de um filme é algo que vem sendo feito desde que o cinema é cinema e que histórias de artistas começaram a ser contadas nas telonas. No ano em que um musical foi um dos grandes sucessos de bilheteria no mundo inteiro – Bohemian Rhapsody, sobre o Queen –, a indústria cinematográfica está de olho nesse nicho e quer aproveitar a obra de mais um músico de sucesso: Prince.

A ideia da Universal é usar as canções do artista para compor a narrativa de um longa-metragem, mas a produtora está tentando desenvolver uma linguagem um pouco diferente, talvez na linha do que fez Mamma Mia! com as letras do grupo Abba.

Para tentar conectar alhos com bugalhos, a Universal convidou Troy Carter, da Atom Factory, para atuar como produtor executivo – o consultor de entretenimento sobre a obra de Prince. Ele vai trabalhar com Jody Gerson, da Universal Music, que atua como administrador mundial do catálogo do cantor.

Aproveitar o sucesso do artista que vendeu mais de 100 milhões de cópias no mundo inteiro, vencedor de oito Grammy, um Globo de Ouro e tantas outras premiações por canções, como a trilha de "Purple Rain", em 1984, é o objetivo da Universal, que envolveu no projeto uma série de nomes de peso do grupo, como o do presidente global de música e filme, Mike Knobloch, e a vice-presidente de produção da Universal, Sara Scott, além de Mika Pryce, executiva de criação.

A expectativa é a de que a obra cinematográfica seja de qualidade, já que a Universal tem tradição em fazer musicais e filmes biográficos de artistas, como é o caso de Os Miseráveis e A Escolha Perfeita, ambos bem avaliados por público e crítica.

Este texto foi escrito por Lu Belin via nexperts.