Era certo que essa transformação não demoraria a acontecer. Uma nova pesquisa de audiência feita nos Estados Unidos comprova que, lá, a Netflix já superou a TV aberta nos critérios de preferência da audiência na hora de ver séries. Ao menos é isso que mostra o mais novo relatório anual de hábitos de consumo de TV, divulgado pelo Hub Entertainment Research, um reconhecido instituto de pesquisa sobre entretenimento no país.

Depois de entrevistar 1,7 mil pessoas entre 16 e 74 anos que se intitulam consumidores regulares de TV, o Hub concluiu, pelo segundo ano consecutivo, que o público já vem preferindo algumas fontes digitais de conteúdo na hora de consumir suas séries e seus programas prediletos. Enquanto 44% optam por assistir diretamente na TV, 56% escolhem conteúdo online.

Embora tenha sido a segunda aparição dos meios digitais como predominantes, neste ano a diferença aumentou. Além disso, é a primeira vez que a Netflix, especificamente, surge como a fonte favorita, com o voto de 32% dos participantes, contra 26% que citam a TV tradicional.

Ao pesquisar os hábitos de consumo do público, a Hub leva em consideração também que tipos de influências as pessoas sofrem na hora de escolher um título para ver e quais são, no fim das contas, os favoritos.

Segundo os resultados dessa pesquisa anual, 29% dos consumidores que preferem o conteúdo online dizem ter conhecido as séries a que assistem atualmente através de publicidade e anúncios tradicionais, contra os 35% que afirmam ter chegado até as produções em questão por recomendações de amigos e via mídias sociais. No caso da TV paga, esse comportamento muda muito, segundo a Hub: 54% escolhem com base em anúncios, contra 20% via social media ou boca a boca.

Nesta linha, as séries citadas entre as favoritas são The Good Place, This Is Us e The Good Doctor, bem como Ozark e Game of Thrones.

"Essas descobertas ilustram como o conteúdo disponível online se espalha mais eficientemente — de pessoa para pessoa, em vez de ser direcionado via gastos de marketing. Até agora, estas têm sido mostradas como as plataformas de streaming mais beneficiadas. Mas também sugere que fazer apenas alguns episódios disponíveis on demand é uma forma eficiente de ajudar alguns títulos mais lineares a conseguirem espaços", sugere Jon Giegengack, da Hub.

Este texto foi escrito por Lu Belin via nexperts.