Uma das justiceiras mais badass da contemporaneidade está de volta aos cinemas em Millennium – A Garota na Teia de Aranha.

A hacker Lisbeth Salander, que já foi interpretada anteriormente por Noomi Rapace (na trilogia original sueca) e por Rooney Mara (na versão americana de Os Homens que Não Amavam as Mulheres), tem agora uma nova atriz no papel.

Claire Foy, que venceu o Emmy de atriz dramática em setembro, aposenta a coroa de Elizabeth II de The Crown para vestir o traje de couro preto e atitude rebelde da protagonista idealizada pelo escritor Stieg Larsson.

Assim como o livro no qual é baseado (escrito por David Lagercrantz após a morte prematura de Larsson), A Garota na Teia de Aranha parece um tanto desconectado das obras da trilogia Millennium, mas não deixa de ser uma boa continuação, especialmente para os fãs de Lisbeth.

É verdade que, para os espectadores que acompanharam as duas temporadas iniciais de The Crown, ver Claire Foy em um papel tão radicalmente diferente causa certa estranheza, mas a atriz deixa a sua marca no papel.

Em uma narrativa menos pautada na ação e mais no thriller, o diferencial da Lisbeth de Claire Foy está na sutileza de suas reações dramáticas, com pequenos gestos e olhares que significam muito mais do que os socos e pontapés que ela distribui no caminho.

Millennium – A Garota na Teia de Aranha procura se aprofundar na história pregressa de Lisbeth Salander, dando novos motivos para entender a personalidade da anti-heroína quando um novo cliente a obriga a se reconectar com o jornalista Mikael Blomkvist (agora interpretado por Sverrir Gudnason) e com a família que ela queria deixar para trás.

O filme tem seus atalhos e suas falhas, como as cenas de ação pouco elaboradas e a total falta de química entre Lisbeth e Blomkvist, mas apresenta um desfecho bastante satisfatório para a narrativa da personagem, em tudo o que ela representa para o momento em que vivemos.