A Netflix divulgou, no dia 22 de outubro, que vai assumir novas dívidas pela segunda vez neste ano — US$ 2 bilhões, para ser mais exato. Lembrando que a pioneira do mercado de streaming vem investindo enormes quantias na produção de títulos originais e na aquisição de novos conteúdos para combater a intensificação da concorrência.

A estratégia apresentada pela empresa é de financiar uma ampla gama de atividades, incluindo aquisições de conteúdo, produção e desenvolvimento, gastos de capital, capital de giro e investimentos.

"Os investimentos significativos da companhia em conteúdo continuarão provavelmente a gerar déficits de fluxo de caixa de vários bilhões de dólares nos próximos 2 a 3 anos", escreveu em nota a agência de classificação de risco Standard & Poor's.

"Levantar capital antes de um período de aumento nas taxas de juros faz sentido. Se a Netflix conseguir manter os fortes resultados de assinantes que geraram no terceiro trimestre, então investir mais em conteúdo faz sentido”, ponderou Jeff Wlodarczak, analista da Pivotal Research Group.

"A estratégia foi muito bem vista pela Netflix", disse John McClain, gerente de portfólio da Diamond Hill Capital, acrescentando que o aumento da dívida "faz sentido".

A Netflix disse que planeja investir US$ 8 bilhões em conteúdo neste ano. A empresa já desembolsou, até o final do terceiro trimestre, US$ 6,9 bilhões em programas de TV e filmes. Supondo que ela continue nesse ritmo até o final de 2018, seus gastos em 2018 provavelmente ficariam em torno de US$ 9 bilhões, o que reduziria sua estimativa de fluxo de caixa negativo para perto de US$ 3 bilhões contra sua previsão anterior, que era abaixo de US$ 4 bilhões.

A dívida total que a Netflix somava até o final de setembro era de US$ 11,83 bilhões.

Este texto foi escrito por Fernando Fabretti via nexperts.