Talvez uma das séries mais esperadas de 2018, O Mundo Sombrio de Sabrina chegou na última sexta-feira (26) e logo de cara surpreendeu positivamente, com uma narrativa envolvente e um clima dark sem ser assustador.

Destacam-se também as simbologias, que fazem com que vejamos a bruxinha como uma garota empoderada e disposta a lutar contra as imposições feitas por uma sociedade claramente patriarcal.

Analogias como essa estão presentes em outras produções, como Buffy – A Caça-Vampiros, por exemplo. Mas, para que não restem dúvidas, o elenco de Sabrina conversou sobre a estreia com o TV Line e deixou claro: “estamos tratando sobre todas essas questões que estão acontecendo agora, que são importantes tanto para os jovens adultos quanto para os adultos [...]. Estamos falando de bullying, empoderamento feminino, individualidade e inclusão”, comentou Michelle Gomez, que interpreta a “professora” Mary Wardwell.

Essas questões estão implícitas no roteiro, que nos apresenta a personagens como Susie (Lachlan Watson), que apanha na escola por não ser exatamente feminina, e Ambrose (Chance Perdomo), primo de Sabrina, que é negro e pansexual. Assim, constrói-se uma trama inteligente, que trata desses assuntos de forma que “nós não precisamos explicar nada [...]. Entendemos que o público é sofisticado e enxerga essas questões de forma global”, considerou Perdomo.

O intérprete de Ambrose também se diz grato, pessoal e artisticamente, por “poder transmitir essas narrativas que representam onde a sociedade está hoje”. De forma semelhante, Kiernan Shipka, que dá vida à Sabrina, considera que a série apresenta um balanço interessante entre o entretenimento e os problemas da vida real.

“Eu realmente me identifico com uma série que pode ser uma válvula de escape e, ao mesmo tempo, dá importância aos problemas reais, colocando-os em primeiro plano de forma que dialoguem com a história”, disse Shipka. Essas impressões são consistentes quando pensamos em Sabrina como uma personagem que, apesar de ser meio bruxa, pode ser alguém com quem o público se identifique; afinal, ela é uma adolescente metade mortal que enfrenta os mesmos problemas que qualquer outra da idade dela.

Um exemplo de como Sabrina é, também, bastante humana é o seu grupo de amigos. “Eles não são os mais populares, mas também nunca se sentiram como excluídos porque encontraram seu grupo de pessoas, e isso realmente me impressiona. Estamos todos juntos. Eu amo isso”, reflete Shipka.

A preocupação em nos fazer ver que não estamos sozinhos parece bastante real para a equipe. Gomez também fez questão de se posicionar nesse sentido, deixando para o público a mensagem de que todos somos importantes, independentemente de quem sejamos. “Sinta-se bem com quem você é, não tenha vergonha de ser você mesmo”, finalizou a intérprete da “professora” Wardwell.

Este texto foi escrito por Gabriela Petrucci via nexperts.