Se você ainda não assistiu a essa série de cinco temporadas que, com um roteiro pra lá de bem elaborado, consegue ser dramática, divertida, cheia de suspense e ação, ainda é possível recuperar o tempo perdido.

Pode ser que você tenha visto e, mesmo assim, nem saiba de onde vem a fascinação dos fãs pela produção criada por Vince Gilligan e estrelada por Bryan Cranston e Aaron Paul.

Bem, aqui estão alguns pontos que tornam Breaking Bad tão fascinante!

1. O mérito de Jesse Pinkman é todo de Aaron Paul

A dupla dinâmica Pinkman e White é, em grande parte, o motivo do sucesso da série de Gilligan. Existe uma espécie de equilíbrio disfuncional nessa parceria, algo que faz tudo funcionar perfeitamente. Acontece que esse não era o plano inicialmente.

No roteiro inicial, a ideia era que ele morresse logo nos primeiros episódios — o 9º da 1ª temporada. Só que, como sabemos, o universo caiu de amores pelo personagem de Aaron Paul, e ele ficou até o final.

2. Gus Fring também não foi feito para durar

Outro personagem que havia sido pensado apenas para poucos episódios é o dono do império por trás de Los Pollos Hermanos.

No entanto, quando a dinâmica entre White e Fring se mostrou tão positiva, o que era para ser 2 episódios virou 7, depois 12. Isso tudo para a alegria do ator Giancarlo Esposito, que já não aguentava mais fazer papéis apenas como convidado e queria fazer parte da família de uma série.

Para conquistar o público, ele se inspirou em alguns aspectos de um dos personagens de Miami Vice, seriado em que fez uma participação especial. Assim, boa parte da mistura misteriosa, tranquila e, por trás disso, extremamente perigosa, o ator trouxe do Tenente Martin Castillo, interpretado por Edward James Olmos.

3. 62 episódios —

e não foi à toa

Embora os criadores da série tenham revelado que 2 episódios foram cortados no final da 1ª temporada, o total de capítulos que contam a história de Walter White e Jesse Pinkman é de 62, distribuídos em 5 temporadas.

Como tudo em Breaking Bad, isso foi planejadinho: na tabela periódica, 62 é o número do Samário, uma substância utilizada para tratar o câncer, inclusive o de pulmão, que acometia White.

4. Foi recusada por várias emissoras

Pois é! Considerando o extremo sucesso que a série fez, é difícil acreditar que canais como a HBO não enxergaram seu potencial antes da hora. Além disso, também disseram não a Breaking Bad a Showtime, a VX e a TNT. Ah... se eles soubessem!

5. Uma pitadinha de The Walking Dead

Por falar em Fring, o episódio final do personagem — aquele icônico! — foi um desafio para a equipe de maquiagem de Breaking Bad, que não estava acostumada com produções tão avançadas.

A solução foi recorrer ao time que faz as próteses de The Walking Dead, para ajudar a desenvolver a maquiagem do Gus depois da explosão. Entre maquiagens, filmagens, refilmagens e efeitos especiais, aquela única cena levou meses para ser desenvolvida! Ainda bem que isso foi a única coisa que eles usaram de TWD, certo?

6. A arte inspira a vida

Uma prova da diversidade do público de Breaking Bad é que provavelmente até mesmo um bom tanto de traficantes deve ter visto a série. Em 2016, por exemplo, entrou para a lista de procurados por produção de metanfetamina um bandido de 55 anos chamado Walter White!

7. Bryan Cranston foi por pouco

Quando finalmente conseguiu emplacar a série, Gilligan teve que brigar com a AMC para manter Bryan Cranston no papel do protagonista. A ideia da rede era tentar contratar um nome de peso, como Matthew Broderick ou John Cusack — afinal, sabemos, foi justamente com Walter White que Cranston decolou.

No fim, foi sorte do público o fato de Gilligan ter insistido, por já conhecer de perto a capacidade do ator; no fim, ele se tornou um dos papéis mais icônicos e bem interpretados de todos os tempos.

8. A marca registrada do Heisenberg

Escolhido por White para homenagear Werner Heisenberg, um cientista vencedor do Prêmio Nobel por desenvolver o princípio da incerteza, o alter ego do professor era a mesma pessoa que ele; no entanto, agia de um jeito completamente diferente.

E o espectador aprendeu a separar as coisas e enxergar o protagonista como um verdadeiro durão quando ele começou a usar chapéu — foi o que marcou a transição de um a outro. Mas isso não foi intencional: aconteceu porque Bryan Cranston sentia muito frio durante as gravações e pedia constantemente para usar um chapéu para aquecer a cabeça.

9. Aaron Paul teve um desmaio

Durante a gravação de uma cena de briga entre Jesse e Tuco (Raymond Cruz), Aaron Paul bateu a cabeça na porta e desmaiou. Só que o outro ator pensou que fosse parte da performance e continuou a cena como se nada tivesse acontecido. Depois de um tempo, a equipe percebeu, e o coitado do Aaron foi parar no hospital!

10. Antes morrer do que ver morrer

Esta não foi a cena mais triste de gravar, segundo Paul. Afinal de contas, lidar com os próprios problemas de saúde é até tranquilo, se comparado ao fato de ter que se despedir de pessoas queridas.

Aquela cena em que Jane é morta por White, e o drogadito favorito do público precisa acordar e dar de cara com a namorada falecida, é dolorosíssima tanto para Paul quanto para Cranston, que disse ter chorado por 15 minutos depois de gravá-la.

11. Despedidas sofridas

Outra despedida que arrasou todo mundo foi a morte de Mike. No dia em que foram filmadas as cenas envolvendo o fim da trajetória do personagem de Jonathan Banks, todo o elenco no set usou braçadeiras negras como se estivesse de luto. Ninguém queria dizer adeus para um dos nomes mais queridos da série! O ator contou inclusive que todo mundo chorou na ocasião.

12. Os protagonistas realmente aprenderam a fazer metanfetamina

A chave para uma história bem contada costuma ser a verossimilhança. Como então abordar um arco em torno de um cartel de drogas comandado por um químico extremamente capaz na hora de cozinhar cristais de metanfetamina sem que os atores soubessem fazê-lo? É aí que entra a Divisão de Entorpecentes dos Estados Unidos, o DEA (Drug Enforcement Administration).

Os químicos da divisão de fato ensinaram os dois em nome da boa arte! Além disso, eles tiveram a ajuda de uma professora de Química da Universidade de Oklahoma, a Dra. Donna Nelson, para que não falassem besteira.

13. Químicos por todos os lados

Breaking Bad foi o primeiro trabalho do ator Marius Stan no ramo. Antes de estrear na TV, o intérprete de Bogdan, o chefe do Walter no lava-car, na verdade atuava como químico mesmo. Ele tem um PHD em Química e trabalhou no Departamento de Energia dos Estados Unidos.

14. Por falar em verossimilhança...

Algo que incomodou o criador de Breaking Bad durante as gravações e continua causando desconforto agora que a série terminou são os dentes de Jesse Pinkman. Acontece que o uso constante de metanfetamina tem como uma de suas consequências a destruição dos dentes do usuário, que ficam escurecidos, com tom amarelado e quebrados.

No caso de Pinkman, além do consumo desenfreado de drogas, ele apanhou tanto, levou tantos socos e pontapés, que seria improvável que a boca do menino ainda estivesse em ordem depois de tudo. E se tem uma coisa em Aaron Paul que é perfeitinha, é a arcada dentária, não é?

15. Pizza no telhado

Você se lembra do episódio em que Walter tenta reconquistar a simpatia de Skyler, mas no fim tudo termina mal e ele se irrita e acaba arremessando a pizza no telhado?

A ideia era arremessar com raiva, apenas. Podia ser no portão, no chão, onde fosse. Só que a aerodinâmica da coisa fez a caixa ir para o chão e a pizza voar direto para o telhado da garagem! E assim, por acidente, nasceu a cena que faz com que frequentemente alguém passe pela casa onde a série foi gravada e arremesse uma redonda italiana sobre o telhado.

Este texto foi escrito por Lu Belin via nexperts.