A empresa de pesquisa em tecnologia Comparitech desenvolveu um estudo para saber onde está o melhor custo-benefício da assinatura da Netflix. Levando em conta o preço médio da mensalidade e a quantidade de títulos disponíveis em cada país, a comparação permitiu concluir que o Japão é o líder do ranking.

O catálogo da Netflix no país tem aproximadamente 6 mil itens disponíveis para o usuário, a um custo de US$ 5,86 por mês (podem agradecer aos animes por essa quantidade de opções). Para se ter uma ideia do valor, esse é quase o mesmo preço pago pela assinatura no Brasil, que custa US$ 5,36. Com isso, cada título sai por US$ 0,0010 no Japão.

Mas não precisa fazer as malas para morar na Ásia. O Brasil está entre os cinco países com melhor custo-benefício, ficando atrás apenas do Japão e Canadá. Com um catálogo com aproximadamente 4 mil opções, cada título custa por volta de U$ 0,0014 em nosso país. Os outros dois locais que integram o top-five são Estados Unidos e Índia.

O país com pior custo-benefício é a Noruega, que possui um catálogo de 3.318 itens, mas com mensalidade que custa o equivalente a US$ 10,95. Outros lugares que pagam caro, segundo essa comparação, são Polônia, Itália, Suécia e Espanha.

Além de calcular o custo-benefício, o Comparitech descobriu onde estão as assinaturas mais baratas, sem levar em conta a quantidade de títulos à disposição. O preço da mensalidade também foi comparado com a renda média de uma pessoa no país e com o valor do Produto Interno Bruto (PIB) per capita.

Nesse caso, o troféu fica com a Turquia, onde a assinatura custa US$ 3,27. O valor pago pelos assinantes turcos é 60% menor que o cobrado de americanos (US$ 7,99) ou ingleses (US$ 7,87). No país, um ano de mensalidades da Netflix representa 0,36% da renda média da população. Em comparação com a média de outros países, a assinatura na Turquia chega a ser 61% mais barata.

Mais uma vez, o Brasil figura entre os cinco países mais baratos para assinar o streaming, ficando atrás apenas da Argentina – além da Turquia. Um ano de mensalidades do serviço representa 0,75% da renda média da população brasileira. Em comparação com a média de outros países, nós pagamos 35% mais barato. Japão e México fecham o top-five da pechincha.

Entre quem desembolsa mais com a Netflix, novamente aparece um dos países escandinavos. Agora é a vez da Dinamarca, onde os usuários pagam 49% a mais pela assinatura. O ranking continua com Groenlândia, Ilhas Faroé, Suíça e Liechtenstein.

Ao final de tudo, uma nota de cautela precisa ser feita. Por mais interessantes que sejam os dados, é necessário interpretá-los com cuidado. Isso porque utilizar a renda média da população tende a mascarar as desigualdades existentes nos países, como no caso brasileiro. Assim, em países com grandes variações na renda da população, as informações servem mais como curiosidade que qualquer outra coisa.

Este texto foi escrito por Camila Pessoa via nexperts.