Atypical acompanha Sam Gardner (Keir Gilchrist), um menino autista de 18 anos. Apesar de bem recebida pelo público em geral, a série recebeu várias críticas pela forma como retrata o transtorno. Primeiro, porque traz um único retrato — de um autista de alta funcionalidade no ensino médio —, enquanto o espectro do transtorno é muito amplo e heterogêneo. Segundo, pela maneira como isso interfere no cotidiano da família e de pessoas próximas.

A 2ª temporada chegou à Netflix no dia 7 de setembro; desta vez, a criadora Robia Rashid quis explorar mais do espectro do autismo, que engloba várias características. Felizmente, a produção entende e abraça os apontamentos feitos, tanto que a questão de "como inserir mais vozes" foi um dos pontos-chave para a formação da 2ª temporada. Para tentar resolver isso, novos personagens foram adicionados à trama. Alguns são personagens também autistas, outros são adolescentes com outros transtornos neuroatípicos.

"Antes da 2ª temporada, Robia e eu sentamos e conversamos sobre o que iríamos fazer, e ela contou que via potencial nesse grupo de Sam, e que eles iriam contratar atores que estivessem no espectro", conta Gilchrist, que interpreta o protagonista. "Uma parte de mim sentia que eu os [autistas] estava representando; não que eles sejam todos iguais, mas isso adicionou muita pressão. Eu nem consigo explicar o quão nervoso eu estava, mas acabou sendo muito divertido."

A meta de Atypical é comunicar e representar

Outra atriz que está muito empolgada com a 2ª temporada é Brigette Lundy-Paine, que interpreta a irmã mais nova de Sam, Casey. "As pessoas se identificam com Casey porque ela é muito livre, então eu estava empolgada para voltar e continuar a jornada dela como essa menina do ensino médio que está quebrando várias regras. Além disso, tem o simples fato de sabermos o que nossa série significou e que nós nos comunicamos com tantas pessoas que foram afetadas pelo autismo e querem algo mais — nós estamos voltando com um propósito."

Ainda é muito cedo para saber se Atypical será renovada para uma 3ª temporada, mas Robia Rashid já está fazendo planos. "Em todos os anos até agora, nós tivemos uma meta para o Sam — amor, independência — então, no próximo haverá algo diferente. Ele provavelmente não estará no ensino médio. Mas eu amo contar histórias de ensino médio, e com sorte teremos Casey lá por alguns anos, então nós poderemos aproveitar isso. Algo que é uma bênção nessa série é que os personagens são muito ricos, entao parece que as histórias que nós podemos contar com eles nunca vão acabar."

Este texto foi escrito por Verenna Klein via nexperts.