O Primeiro Homem (First Man, no original) é o mais novo filme do diretor Damien Chazelle (La La Land: Cantando Estações); estrelado por Ryan Gosling e Claire Foy (The Crown), retrata a preparação e a chegada do astronauta Neil Armstrong à Lua, no final da década de 1960. Considerado um dos principais favoritos aos prêmios da temporada de ouro no início de 2019, o longa a ser lançado pela Universal Pictures, no entanto, já foi alvo de polêmicas sobre o acontecimento histórico.

O rebuliço começou quando o Business Insider publicou, no final de agosto, um artigo discorrendo sobre a ausência da bandeira estadunidense em solo lunar. A decisão criativa foi defendida até mesmo pelo astro do filme, que chegou a afirmar que Armstrong não se enxergava como um "herói americano".

Para o senador Marco Rubio, tal retrato é uma "loucura" e um "desserviço" sobre um feito pago com dinheiro exclusivamente norte-americano, como discorre em seu criticado tweet:



Em conferência no Festival de Veneza, Ryan Gosling afirmou que a missão da Apollo 11 foi uma conquista da humanidade em si, não restrita apenas aos americanos. Tendo entrevistado os familiares do astronauta, o ator afirmou que queria ser fiel no retrato da visão de Armstrong sobre o arriscado projeto da NASA.

O ator Jason Clarke (Planeta dos Macacos: O Confronto) também endossou a posição do filme sobre a ausência da bandeira, deprezando os comentários do senador da Flórida. Indagado sobre a polêmica pelo Hollywood Reporter, Clarke respondeu que a acusação não faz sentido:

"É apenas boba e ingênua, eu acho. Claro que celebra um dos maiores atos da América e dos americanos e da humanidade", disse o intérprete do astronauta Edward Higgins White, completando que o longa pode ser visto como patriótico e que "as pessoas procuram teorias da conspiração em vez da verdade".

O Primeiro Homem estreia no próximo dia 11 de outubro nos cinemas brasileiros.

Este texto foi escrito por Thiago Cardoso via nexperts.