Na TV, ela encanta os fãs de Riverdale como a querida, dedicada e independente Betty Cooper. Por trás das câmeras, no entanto, Lili Reinhart não tem medo de pisar em territórios polêmicos e pouco tratados por celebridades como problemas psicológicos, depressão, ansiedade e transtorno dismórfico corporal.

Na série desde que tinha 19 anos, a atriz hoje com 21 conquistou uma verdadeira legião de fãs: são 11 milhões de seguidores no Instagram e 2 milhões no Twitter, que acompanham dia e noite a rotina e as reflexões de Lili.

E esses temas sobre os quais a atriz se encoraja a falar no dia a dia também aparecem em suas contas nas redes sociais. Não que tenha sido algo planejado. Como Lili lida com essas questões desde que é muito jovem, elas simplesmente estão presentes em seu dia a dia e parece natural abordá-las publicamente.



Em entrevista à Variety, a atriz de Riverdale disse que, quando adolescente, fez uma grande diferença para ela encontrar em Demi Lovato um reflexo de alguns de seus sentimentos e, assim, se sentir parte de algo. "Eu me lembro dela como a primeira pessoa que ouvi falando sobre depressão e sobre crescer com um transtorno alimentar. Eu pessoalmente não tive distúrbios assim, mas a abertura dela e a honestidade a respeito de saúde mental era realmente legal para mim."

A atriz inclusive enviou sua mensagem de apoio a Demi Lovato em julho deste ano, quando a atriz e cantora foi internada depois de uma overdose.



Perceber como é possível lidar com essas questões — que não eram exclusivamente dela — fez com que Lili encontrasse estímulo para lutar. "É preciso estar ciente de que depressão pode afetar qualquer um, de qualquer gênero, raça, idade, não importa quanto dinheiro você tenha ou quão famoso você seja. É algo que você tem desde que nasceu e pode superar. Não precisa definir você ou fazê-lo se sentir menor como pessoa", acredita.

É por isso que hoje, com esse espaço encontrado, ela também não se acanha de se mostrar como é. "Eu acho que as redes sociais são boas no sentido de que criaram uma grande plataforma para muitos artistas que não talvez não tenham tido a oportunidade de serem vistos (...). É uma chance para nós nos expressarmos em uma forma muito pessoal, da qual estamos no controle. Não tem que ir para uma sala de edição. É tudo diretamente das pontas dos nossos dedos.”



Essa liberdade permite que ela conte suas experiências, mas também escute as vivências dos outros — algo que gosta muito de fazer. No começo da carreira, quando sua agenda era um pouco menos movimentada, ela curtia inclusive encontrar os fãs pessoalmente para conversar sobre saúde mental. Embora hoje isso já não seja mais possível, a atriz revela que passa horas lendo histórias e respondendo as pessoas pelo Twitter e é recompensador saber que está fazendo algo, o mínimo que seja, para que alguém se sinta bem e se aceite melhor.

“Eu ainda sinto que não mereço os fãs que me dizem que mudei suas vidas. Isso é algo que eu ainda não consigo entender, porque eu realmente não vejo que algo que eu esteja fazendo seja tão importante. Mas, lenta e seguramente, percebi que é por causa da pouca consciência que existe por aí [sobre saúde mental]", contou.

Ela ainda completa: "Eu sempre fui consciente sobre depressão, ansiedade e dismorfia corporal, porque é algo que eu vivi por um tempo. Mas, ao ser exposta a esse setor e a muitas pessoas de todo o mundo, vejo como as pessoas são fechadas para falar sobre isso. Por isso, aprendi que o que estou fazendo realmente está ajudando”.

Este texto foi escrito por Lu Belin via nexperts.