Os serviços de vídeo via streaming cresceram, e muito, nos últimos 10 anos. Com expansão e melhoria da qualidade e da velocidade da internet, cada vez mais a população tem preferido opções como Netflix e Amazon Prime, por serem tanto customizáveis quanto mais baratas. Segundo levantamento feito pela empresa Cowen & Co., de Wall Street, publicado em julho de 2018, a popularidade da Netflix supera a da TV tradicional americana com uma preferência de 39,7%, enquanto TV a cabo, por exemplo, fica apenas com 12,6%.

Mas o desafio de manter o crescimento do serviço é contínuo (talvez voltar com How I Met Your Mother seja um caminho). Tendo em sua base mundial mais de 130 milhões de usuários, o aumento desacelerou no segundo trimestre de 2018, quando o número de novos assinantes foi de 5,2 milhões, 1 milhão abaixo do estimado pela empresa. Ainda assim, a Emarketer, que mensurou a adesão da Netflix, estima que cerca de 765 milhões de pessoas em todo o mundo vão adotar serviços de vídeo sob demanda pelo menos uma vez ao mês em 2018. A pesquisa aponta que 44% desse público devem preferir a plataforma Netflix.

Do latim, strategi

Como a Netflix foca sua estratégia de crescimento e expansão em conteúdos próprios, baseados no público-alvo e no retorno segundo popularidade de seus espectadores, as produções originais tendem a aumentar ainda mais. Segundo a vice-presidente de Comunicação da Netflix na Ásia, Jessica Lee, a plataforma busca oferecer conteúdos originais além dos produtos que entretenham espectadores em plataformas já reconhecidas.

No caso da Índia, por exemplo — um dos focos atuais da empresa de streaming, já que o mercado possui mais de 1 bilhão de possíveis espectadores —, adentrar nesse mercado com uma grande variedade de produções pode render muitos ganhos. Ao fim de 2017, havia menos de 6 milhões de assinaturas indianas, de acordo com a empresa IHS-Market.

Apesar de o Brasil não estar nessa lista, outro dado mostra que, no país, 8% das casas usam serviços de vídeo sob demanda como principal forma de assistir televisão. Nos Estados Unidos, esse número é de aproximadamente 13%.

10. Reino Unido — 33,8% de adesão

  • População: 65,64 milhões

Séries originais mais populares: Black Mirror, The End of the F***ing World, Collateral.
Além de futebol e casamentos reais, parece que os britânicos curtem séries um tanto quanto apocalípticas.

9. Alemanha — 35,5% de adesão

  • População: 82,67 milhões

Séries originais mais populares: Dark, Babylon Berlin. Seriados no idioma nativo com certeza ganham o coração dos alemães, que também gostam de tramas tensas.

8. Finlândia — 39,7% de adesão

  • População: 5,49 milhões

Série original mais popular: Bordertown. A série sobre um detetive que volta para uma pequena cidade para estar com a família é o sucesso original mais visto pelos finlandeses. Pouco mais de um terço da população acessa a Netflix.

7. Austrália — 42,7% de adesão

  • População: 24,13 milhões

Séries originais mais populares: Glitch, The Letdown. Os australianos comprovam a teoria de que sotaque local faz mais sucesso. A série Glitch traz à tona diversas questões existenciais em um enredo que parece comum e até bobinho — mas não é.

6. Holanda — 43,6% de adesão

  • População: 17,02 milhões

Séries originais mais populares: N/A. Apesar de ser o sexto mercado em termos de popularidade, ainda não há produções originais holandesas no serviço de vídeo por demanda. E olha que, com aquelas paisagens e atrações de Amsterdã, inspiração não deve faltar. Fica a dica!

5. Suécia — 50,2% de adesão

  • População: 9,903 milhões

Série original mais popular: Bonus Family. Metade dos suecos adoram Netflix. Mas também, como não adorar, não é mesmo? Lá o sucesso é com uma família aparentemente normal, mas cheia de comédia, drama e enredos complexos.

4. Dinamarca — 54,9% de adesão

  • População: 5,73 milhões

Série original mais popular: Rita. Quem foi que disse que, em um país com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), não existem problemas? Rita nos mostra que as relações humanas são ao mesmo tempo maravilhosas e muito (mas muito) complexas.

3. Canadá — 56,3% de adesão

  • População: 36,29 milhões

Séries originais mais populares: Alias Grace, Anne with an E, Travelers. Do passado até o futuro pós-apocalíptico, os canadenses têm produzido boas séries, famosas em todo o mundo.

2. Noruega — 62,4% de adesão

  • População: 5,23 milhões

Séries originais mais populares: Lilyhammer, Borderliner, Nobel. O segundo país com maior adesão ao serviço de streaming, atrás apenas dos Estados Unidos, traz séries intrigantes para os usuários Netflix. Além disso, é uma ótima forma de conhecer o país e suas paisagens exuberantes, seja acompanhando um gangster refugiado, um militar enviado a Oslo ou a investigação de um detetive em meio a um cenário de tirar o fôlego.

1. Estados Unidos — 64,5% de adesão

  • População: 325,7 milhões

Séries originais mais populares: Stranger Things, House of Cards, Orange Is the New Black, Narcos. O que dizer dessas séries que moram no coração de todos nós? Assim como nós, brasileiros, acompanhamos os jovenzinhos lidarem com monstros sobrenaturais, bem como a saga do casal Underwood na Casa Branca e a de uma presidiária de classe média, os norte-americanos também amaram cada episódio dessas tramas originais produzidas pela Netflix.

Este texto foi escrito por Luiza Lafuente via nexperts.