Tom Cruise volta a interpretar o agente Ethan Hunt e a realizar (sem ajuda de dublê) as cenas de ação mais audaciosas dos cinemas em Missão: Impossível – Efeito Fallout, sexto capítulo da franquia.

Novamente sob direção de Christopher McQuarrie, que havia realizado anteriormente o excelente Nação Secreta, o novo Missão: Impossível dá continuidade a uma série cinematográfica que fica melhor a cada filme.

Efeito Fallout lida com as consequências da trama apresentada no longa anterior, com a revelação de que um grupo de ex-agentes rebeldes, chamado Sindicato, havia se formado com o propósito de espalhar terror no mundo e acabar com a IMF (Impossible Missions Force).

A história começa com Ethan Hunt e seus colegas tentando recuperar núcleos atômicos que poderão ser usados na fabricação de bombas, enquanto novas ameaças surgem através de membros não identificados do Sindicato, os Apóstolos, incluindo um perigoso inimigo que atende pelo nome de John Lark.

Junto com Hunt, estão de volta os fiéis agentes Benji e Luther, interpretados por Simon Pegg e Ving Rhames, além da misteriosa Ilsa (Rebecca Ferguson), que cruza novamente o caminho do protagonista quando as agências brigam pela custódia do criminoso Solomon Lane (Sean Harris, reprisando seu papel de Nação Secreta).

A grande novidade da produção é a introdução de um novo parceiro para Ethan, o personagem August Walker, representado pelo homem de aço Henry Cavill. A dupla divide ótimas sequências, como uma luta dentro do banheiro masculino ainda no começo do filme, muito bem coreografada e dirigida e que coloca os espectadores junto à briga.

O longa também resgata a figura de Julia, interesse romântico de Ethan apresentada no terceiro Missão: Impossível e que permanecia como uma ponta solta da franquia. O retorno da personagem de Michelle Monaghan injeta ainda mais emoção e conflito para a jornada do protagonista, justificando suas atitudes e tornando-o mais crível.

Diferente dos filmes anteriores, Missão: Impossível – Efeito Fallout aposta um pouco mais na adrenalina e menos nos elementos de espionagem (ainda presentes, mas com menor evidência). O longa não se esquece do humor e da noção de espetáculo, que tanto diverte o público, mas se apresenta primeiramente como um exemplar sério de ação.

O resultado é uma das melhores obras do gênero e consolida Christopher McQuarrie como um dos diretores mais interessantes em atividade. Efeito Fallout é uma missão que você deve aceitar.

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