Pouco mais de 25 anos atrás, em junho de 1993, o filme "O Parque dos Dinossauros" deslumbrou o mundo inteiro. Nas mãos de Steven Spielberg, toda a mística desses mamíferos gigantes foi reconstruída a partir da recriação de tiranossauros, velociraptors e muitas outras espécies.

Em 2015, o quarto filme da franquia, "Jurassic World", abriu caminho para o Jurassic World: Reino Ameaçado, estreado não faz muito tempo no Brasil.

Nessa nova geração, o parque que foi o sonho do ricaço John Hammond e não chegou a ser inaugurado, lá no primeiro filme, finalmente ganha vida e se torna um verdadeiro sucesso de público, com reconstruções das espécies reais e desenvolvimento de outras em laboratório.

Comandado por Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), o novo Parque dos Dinossauros oferece tecnologia de ponta e atrações alucinantes. Mas, quanto seria preciso investir para tornar tudo isso realidade? Alguns sites estrangeiros resolveram fazer uma estimativa sobre o custo necessário para operar um parque do nível do que é apresentado em "Jurassic World".

Eles sugerem que um parque temático do tipo custaria no mínimo 1 bilhão de dólares, podendo alcançar os US$ 24 bilhões — cerca de 90 bilhões de reais — se inseridos todos os detalhes. Claro, tais cifras são apenas estimativas feitas a partir dos principais investimentos necessários para um empreendimento desse porte.

Como foi feito o cálculo?

Segundo a empresa britânca E.ON Energia, somente a conta de luz de um parque assim já chegaria fácil perto dos 70 milhões de dólares. Para começar, seria preciso uma incubadora para os ovos de dinossauro e um refrigerador para os embriões, além de estrutura básica dos convidados — o que inclui hotel, restaurantes, energia para iluminar um bunker de emergência e cercas elétricas ligadas 24 horas por dia para manter longe as atrações mais perigosas — alô, T-REX, estamos falando com você!

Somente essa estrutura básica demandaria todo ano cerca de 455 milhões de Kw/h, uma conta de luz robusta de 63 millhões de dólares. Adicione a isso projetos como um aquário para manter os répteis e aviários para manter presos os pterossauros, e a conta aumenta 9,3 bilhões, chegando aos 72,3 bilhões de dólares só com conta de luz.

Mas, onde se poderia construir um parque do tipo? Não é exatamente uma atração segura para se instalar na região metropolitana de uma grande cidade. Os melhores locais seriam ilhas, como Nublar e Sorna — já que seria preciso uma para instalar o parque e outra para criá-los. Com um total de 42 mil acres e baseando-se nos valores necessários para, de fato, comprar uma ilha (sim, é possível), o investimento no terreno custaria cerca de US$ 6,8 bilhões.

Depois, vai ser preciso construir a estrutura — jardinagem, plantar a vegetação, cercas, estruturas de armazenamento, estradas e tudo o mais que envolve um parque desse porte. Para referência, podemos usar a Disneyland Shanghai, que custou US$ 5,5 bilhões!

Clonar os dinossauros também não seria nada barato. Embora hoje seja possível fazer um clone de um animal por cerca de 50 a 150 mil dólares, estamos falando aqui de bichões extintos há bilhões de anos, então seria basicamente recriar uma espécie — e não tem como isso ser barato!

A parte prática do trabalho, segundo o site Curiosity, custaria apenas 360 mil dólares por ano, para cada animal. Mas aí multiplique isso por 50, para ter no mínimo uma variedade inicial, e adicione mais ou menos 9 milhões de dólares para manter as minas de âmbar necessárias para fornecer material genético. Lá se vão outros US$ 27 milhões.

Para cuidar de tudo isso, seria preciso um grande número de funcionários de manutenção, administração, engenharia, biólogos, geneticistas e advogados. Tudo isso somaria cerca de US$ 8 milhões, de acordo com estimativas feitas a partir do site Glassdoor, um serviço de avaliação de empresas.

Agora, você consegue imaginar o que é necessário para alimentar todos esses animais, sem falar dos custos com a saúde? Baseando-se no que é gasto no zoológico de San Diego — US$ 307 milhões com alimentação e cuidados veterinários —, podemos estimar que um parque como o Jurassic custaria o dobro, 614 milhões de dólares, já que os animais são bem maiores!

Por fim, os custos operacionais de um parque como esse seriam gigantescos. A Walt Disney World, por exemplo gasta 1,3 bilhão de dólares com custos operacionais entre seus seis parques norte-americanos. Dividindo isso por 6, podemos estimar que um parque como o Jurassic poderia custar cerca de US$ 223 milhões.

Somando essas principais despesas, o total seria de um valor estratosférico apenas para abrir o parque — e isso sem o salário do Chris Pratt! Imagine então o valor desses ingressos!

Este texto foi escrito por Lu Belin via nexperts para o Mega Curioso (um site da empresa NZN junto com o Minha Série).

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