Mais alto que o castelo é o orçamento da produção. Segundo um relatório divulgado pela agência Reuters, a Amazon investiu um montante de US$ 107 milhões na segunda temporada de The Man in the High Castle, tornando a série uma das mais caras de todos os tempos.

Cada episódio custou aproximadamente US$ 11 milhões — chocante, não? É um orçamento muito similar ao de Sense8, por exemplo, que custou US$ 108 milhões a cada temporada.

Nesse sentido, a Amazon ainda fica atrás da Netflix, que já investiu absurdos US$ 120 milhões em The Get Down, série que acabou sendo cancelada depois da primeira temporada, e The Crown, oficialmente a mais cara da história da Netflix, custando US$ 130 milhões.

É inclusive um orçamento parecido com o de Game of Thrones, já que cada episódio da sexta e da sétima temporadas custou cerca de US$ 10 milhões.

Mas todo esse gasto valeu a pena, já que pela primeira vez a plataforma tem visto um resultado no qual os investimentos com conteúdo original estão dando retorno financeiro.

Segundo o relatório ao qual a Reuters teve acesso — e sobre o qual a companhia não quis comentar —, durante o período entre 2014 e 2017, a Amazon Prime teve cerca de 5 milhões de novos assinantes, muito graças à promessa de conteúdo novo, original, de qualidade e licenciado, como é o caso desse drama histórico-alternativo.

Com um elenco encabeçado por Rufus Sewell e núcleo de protagonistas composto ainda por Alexa Davalos, Luke Kleintank e Rupert Evans, The Man in the High Castle é uma série cara, porém rentável. Ela retrata uma realidade alternativa na qual os Estados Unidos perderam a Segunda Guerra Mundial e tiveram seus territórios divididos entre a Alemanha e o Japão.

A segunda temporada da série foi disponibilizada pela plataforma em dezembro de 2016, e a terceira ainda não tem previsão de estreia, embora se espere que chegue ainda em 2018.

Este texto foi escrito por Lu Belin via n-Experts.