Depois da recente onda de denúncias contra homens poderosos de Hollywood, muitas celebridades têm se distanciado de Woody Allen, que foi acusado de ter abusado de sua filha quando ela tinha 7 anos. Não foi o caso de Diane Keaton, que usou sua conta no Twitter para defender o diretor: "Woody Allen é meu amigo, e eu continuo acreditando nele. Pode ser interessante dar uma olhada na entrevista para '60 Minute' em 1992 e ver o que você acha".

Diane Keaton foi uma das grandes parceiras de Woody Allen em suas produções cinematográficas, participando de obras como Manhattan, Interiores e Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, que garantiu a ela um Oscar de melhor atriz em 1977. O link que a atriz divulgou é de um vídeo em que o diretor nega as acusações de Dylan Farrow, sua filha adotiva, em uma entrevista com Steve Kroft.

As denúncias contra Woody Allen surgiram pela primeira vez durante a batalha de custódia entre o diretor e sua ex-parceira, Mia Farrow. O relacionamento deles acabou em 1991, depois que Allen teve um caso com Soon-Yi Previn, filha adotiva de Farrow, com quem é casado até hoje. O assunto voltou a repercutir depois que Dylan Farrow se pronunciou pela primeira vez na televisão, em meados de janeiro de 2018, negando que tenha sofrido uma "lavagem cerebral" da mãe para fazer as denúncias contra o pai. "O que eu não consigo entender é como essa história maluca de que eu sofri lavagem cerebral seja mais crível do que o que eu estou dizendo sobre ter sido abusada sexualmente por meu pai", disse.

Entre os atores que escolheram não apoiar mais Woody Allen, estão Rebecca Hall e Timothée Chalamet, que decidiram doar para caridade seus salários pelas participações no próximo filme do diretor, e Colin Firth, que participou de Magia ao Luar em 2013 e jurou nunca mais aparecer em um de seus filmes. Por outro lado, além de Keaton, Alec Baldwin decidiu apoiar o diretor e disse no Twitter que o afastamento dos atores era "injusto e triste".

Este texto foi escrito por Juliana de Carvalho via n-Experts.