Star Trek: Discovery chega às telinhas para conquistar uma nova geração de espectadores, trazendo de volta uma das franquias mais importantes da cultura pop.

O programa, disponibilizado no Brasil pela Netflix, apresenta a história da Tenente Comandante Michael Burnham, uma humana criada pelos pais do Spock no planeta Vulcan, que acaba desencadeando uma guerra contra a raça Klingon durante uma missão da nave Shenzhou pela Frota Estelar.

Os dois primeiros episódios de estreia da nova série fazem uma ótima introdução da trama, que se beneficia, em grande parte, da interpretação da atriz Sonequa Martin-Green no papel principal.

Um dos acertos da série é colocar personagens femininas no centro da ação, com uma interessante relação entre Burnham e a Capitã Georgiou, papel de Michelle Yeoh, nesses primeiros capítulos.

Sonequa Martin-Green como a protagonista Michael Burnham em Star Trek: Discovery. Fonte da imagem: Reprodução/CBS All Access, Netflix

A narrativa consegue apresentar a dinâmica entre essas personagens e contar a história pregressa de Burnham – sobre a morte de seus pais biológicos e a criação em Vulcan – sem parecer expositiva demais e contrabalanceando com bastante ação.

O conflito que rapidamente se estabelece em Star Trek: Discovery reside no julgamento sobre a protagonista: afinal, até que ponto suas motivações no conflito contra a raça Klingon tem um fundo emocional, ou será que suas ações são uma resposta do raciocínio lógico que aprendeu em Vulcan?

Essa questão aparece a todo momento nesse início de narrativa, fazendo de Burnham uma representação do que há de melhor no universo de Jornada nas Estrelas – equilibrando a razão e a emoção.

Alguns fãs podem não estar muito felizes com certas mudanças de ordem criativa na série (como o visual da raça Klingon), mas Star Trek: Discovery tem qualidade o suficiente para conquistar os trekkies e também espectadores não-familiarizados com o universo de Jornada nas Estrelas.