Se você conhece a série The Wire da HBO, que passou de 2002 a 2008 na TV, deve saber que a trama mostra vários detalhes técnicos sobre como as polícias norte-americanas investigam e espionam criminosos por meio de escutas em ligações telefônicas. Acontece que a série estava sendo autêntica demais e, na época, as autoridades pediram para a produção maneirar quanto a alguns detalhes.

Fonte da imagem: Divulgação/HBO

Quem revelou isso foi o próprio David Simon, criador da série, em entrevista ao jornal The Baltimore Sun. Ele disse que, na época, conversou com as autoridades e concordou em não detalhar coisas que poderiam comprometer o trabalho de investigação e espionagem da polícia.

Existem formas de comunicação que podem passar completamente despercebidas e nunca serem rastreadas por qualquer método atual de vigilância, e a série pretendia mostrar isso. Depois do pedido da polícia, eles voltaram atrás. "Em alguns pontos, as autoridades nos pediram para não revelar certas vulnerabilidades em nossa trama”, disse Simon ao The Baltimore Sun.

Em 2004, na terceira temporada da série, uma técnica chamada Triggerfish, realmente praticada pela polícia, foi mostrada em The Wire, com os agentes invadindo uma torre de telefonia e mandando um alerta que fazia o celular do suspeito tocar. Depois disso, a polícia da cidade de Baltimore, nos EUA, teve que arranjar outra técnica para rastrear suspeitos.

Ao que tudo indica, as autoridades dessa localidade estão usando outro método similar a esse que consegue identificar a localização aproximada de um celular mesmo sem GPS. Por conta dessa mudança, Simon resolveu quebrar o silêncio sobre o antigo pedido da polícia e comentou ao jornal sobre o ocorrido.

Via TecMundo