Estreia neste domingo, dia 27, na televisão americana, a nova série de época Manhattan, que mostra a corrida pela construção da primeira bomba atômica. O novo título chega pelo canal WGN America, novato na produção de seriados roteirizados, e que já exibe Salem nos Estados Unidos.

A série

Fonte da imagem: Divulgação/WGN America

Situada em Los Alamos, Novo México, no Projeto Manhattan, durante a corrida para se construir a primeira bomba atômica na Segunda Guerra Mundial, a série explora o custo dos segredos e o efeito corrosivo que isso tem sobre os indivíduos, as famílias e suas relações.

A história se passa no ano de 1943, focando na cidade sobre a qual ninguém no restante do mundo tinha conhecimento: “O nosso trabalho é tão secreto que nem o vice-presidente sabe que existimos”, avisa o trailer. O governo federal dizia aos cientistas apenas o que eles precisavam saber, enquanto os cientistas mantinham o grande segredo de suas famílias.

Trailers

Expectativas

Bárbara: “Sendo uma série tipicamente americana, é claro que o enredo vai favorecer a visão deles sobre a bomba atômica que dizimou milhares e afetou diversas gerações onde foram jogadas. Além e apesar dessa questão, há uma tentativa de drama envolvente, e a produção e as atuações parecem ser boas pelos vídeos promocionais. A série pode se tornar interessante se for além do patriotismo cego e mostrar o dilema moral circundando a construção da bomba atômica e o seu propósito, cujas consequências são chocantes até os dias de hoje”.

Beatriz: “Meu problema com Manhattan vai além da série e segue para a crítica com relação à criação da bomba atômica responsável por matar milhares de pessoas. Ao desenvolver uma atração que, logo no trailer, afirma que todos estão ali para construir uma arma para “dar fim” à guerra, eu já torço o nariz e faço questão de torcer contra o nacionalismo e o ufanismo que, ao que tudo indica, vai nortear a série. É uma atração sobre segredos e a respeito dos personagens e, por isso, poderia trazer um pano de fundo completamente diferente do que a arma que tirou a vida de tanta gente. Não, muito obrigada”.

Guilherme: “Não tenho a menor vontade de assistir a Manhattan. Acho que não há um conflito na narrativa, não há nada de interessante ou inovador no tema, e desconfio que a história seja simplesmente enfadonha. Não consigo definir a que tipo de público este programa se destina, e por isso – a despeito de qualquer qualidade técnica – não acredito no seu sucesso. Talvez esta proposta fosse mais bem sucedida em formato de telefilme, e não como uma programação serializada em vários capítulos”.

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