As redatoras do Minha Série embarcaram na missão de conferir todas as séries estreantes desta temporada. Confira aqui o que a Letícia achou de Hellcats!

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Hellcats
Estreia nos Estados Unidos: 8 de setembro
Estreia no Brasil: ainda não foi divulgado, mas boatos dão conta de que a Warner Channel estaria interessada na série.
Episódio assistido: 1x01 “A World Full of Strangers”


O Minha Série já falou sobre Hellcats aqui e ela despertou o interesse de muita gente. Mas será que a expectativa em torno da série, anunciada como um dos novos carros-chefe da emissora norte-americana The CW, é justificado?

A série produzida por Tom Welling (ele mesmo, o Clark de Smallville) estreou nos Estados Unidos no dia 8 de setembro. A trama é baseada no livro Cheer: Inside the Secret World of College Cheerleaders e, como não poderia deixar de ser em se tratando de uma série adolescente, é cheia de clichês – que felizmente são bem realizados, tornando a série, se não envolvente, pelo menos divertida.



Ser líder de torcida é mais difícil que parece.


Alison Michalka interpreta Marti, a protagonista da série. Ela é estudante de Direito na Lancer University e define as líderes de torcida como “fãzocas de futebol americano que ficam pulando pra lá e pra cá gritando elogios a figuras heroicas masculinas.” Mas quando ela perde a bolsa de estudos, é obrigada a engolir seu preconceito e tentar uma vaga no time de líderes de torcida para continuar estudando. Ela entra na equipe, a Hellcats, para substituir Alice (Heather Hemmens), a clássica bitch dos filmes e séries adolescentes. Como se não fosse suficiente ficar afastada do time por causa de uma lesão, ela ainda tem que aguentar a atenção que Marti recebe da técnica do Hellcats, que a considera a salvação da equipe. Além disso, o ex-namorado de Alice, Lewis (Robbie Jones), também se mostra interessado na nova garota.

E por que ela perdeu a bolsa de estudos? Dá-lhe clichê de novo: a mãe de Marti, interpretada por Gail O’Grady, é alcoólatra e simplesmente esqueceu de avisá-la que seus estudos corriam risco. É evidente que na relação entre mãe e filha os papeis se invertem e Marti é a parte madura e sensata da dupla.



Repararam no colar escrito "cheers"?


Aliás, é por causa da mãe de Marti que ela e Savannah (Ashley Tisdale, impagável como uma líder de torcida perfeccionista e otimista) se aproximam depois de um primeiro encontro que quase termina em troca de sopapos: Marti conta que abandonou a ginástica olímpica que praticava no ensino médio porque durante uma competição sua mãe bebeu demais, ficou muito animadinha na plateia e desconcentrou Marti, que acabou caindo durante a execução de um movimento. Para completar a tragédia, quando sua mãe saiu correndo para acudi-la acabou vomitando em cima de Marti. Nesse ponto, fiquei dividida entre uma risadinha pelo enredo sem sentido e entre o nojo da situação.

Depois de abrir o coração para a capitã do Hellcats, fica claro que Marti e Savannah vão virar melhores amigas ao decorrer da série. E já podemos prever também que Savannah vai se envolver com o melhor amigo de Marti, Dan, apesar de inicialmente o moço dar toda a pinta de que gosta mesmo é de Marti. E, claro, o episódio termina com a maléfica Alice tramando algo grandioso contra sua mais nova inimiga.



Dan, o amigo de infância bonzinho.


Pontos negativos – as sequências em que Marti sai andando toda cool de bicicleta pela cidade, embalada por uma música moderninha, são cansativas. Entretanto, a trilha sonora é bem escolhida, passando por Mika, Nikka Costa, Cartel... OK, vou perdoar por conta das músicas!

Pontos positivos – não dá pra negar que os personagens são cativantes. E para quem gosta de ver gente bonita (e seminua, diga-se de passagem) na TV, essa série é um prato cheio.

Indicado para... quem não está a fim de questionamentos metafísicos sobre Deus, seu tempo e sua obra. Hellcats é sessão da tarde, até que me provem o contrário. Tem tudo para ser nosso guilty pleasure da temporada!

Se você gosta de Glee, Make it or Break it e Gossip Girl, a série pode agradar. Se você gosta de Lost passe longe.