Além da Morte, reboot do filme Linha Mortal (de 1990), parte de uma premissa interessante. A trama acompanha um grupo de jovens estudantes de medicina que questiona se há alguma coisa após a morte e tenta desvendar esse mistério investigando a atividade cerebral quando o coração para de bater.

O longa até tem um começo promissor, envolvendo questões existenciais em meio a um pseudo cientificismo. A personagem de Ellen Page, Courtney, convence seus colegas a ajudá-la em seu experimento, mapeando suas sinapses cerebrais enquanto provoca uma parada cardíaca.

Porém, o longa rapidamente deixa de lado seus aspectos mais interessantes e desanda para uma narrativa sobre ambição, culpa e redenção. Há um trecho extremamente bizarro sobre o grupo de jovens usando o experimento como uma forma de droga com a qual eles são capazes de “reativar” todo seu conhecimento, o que provoca uma corrida por sabedoria entre os estudantes.

Fonte da imagem: Divulgação/Sony Pictures

A trama, no entanto, fica ainda pior quando opta por uma narrativa de suspense na qual os jovens médicos passam a ser perseguidos pelos seus sentimentos de culpa – algo bastante clichê e óbvio desde a sequência inicial do filme. O resultado não seria tão ruim caso o longa tivesse alguma inovação visual ou de estilo, mas no fim parece mesmo apenas medíocre.

É uma pena ver um elenco de atores com tanto potencial se perder em meio a uma produção sem uma direção firme e com um roteiro tão capenga. Diego Luna e Nina Dobrev, por exemplo, até conseguem dar um mínimo de dignidade aos seus papéis; mas isso não é o suficiente para dar alguma vida ao filme.