Globo anuncia Supermax, série que quer rivalizar com produções estrangeiras

  • Por Luciano Carvalho em 09/12/2015 - 18:08

Em meio à painéis de grandes produções cinematográficas, seriados da gigante Netflix e convidados internacionais na Comic Con Experience, a Rede Globo resolveu mostrar sua aposta para competir produções estrangeiras. Em um painel exclusivo, a empresa brasileira apresentou a série Supermax, que mistura terror, aventura, drama, romance e ficção científica e conta com um método de produção nunca usado pelo canal de TV.

A novidade contará a história de 12 pessoas escolhidas para participar de um reality show bastante incomum, durante o qual ficarão confinadas em uma prisão isolada em meio à selva amazônica. Com passados distintos, esses personagens têm em comum o fato de que todos eles cometeram um crime, e devem se esforçar ao máximo para esconder suas transgressões.

Tudo parece correr bem no começo, quando Pedro Bial faz a apresentação do programa e os participantes são levados para a prisão. No entanto, as coisas começam a ficar estranhas quando os “prisioneiros” perdem totalmente o contanto com o exterior e começam a ser atormentados por forças sobrenaturais. Segundo os produtores, a ideia é manter a dúvida do público sobre se eles de fato foram abandonados ou não.

Fila do cárcere

Na ocasião, a Globo apresentou um clipe que conta um pouco a respeito de três dos personagens e mostra algo do clima da produção. No vídeo, que você pode conferir no início deste texto, conhecemos um lutador brutal, que se chama Luisão, uma mulher fascinada pela morte, chamada Bruna, e um sensitivo religioso assombrado pelo passado, cujo nome é Nando.

Antes do painel, os presentes no auditório Cinemark da CCXP 2015 receberam uma HQ que conta a história de três dos participantes do reality show, sendo Bruna (vivida por Mariana Ximenes) a única que aparece no vídeo divulgado. Você pode conferir algumas fotos de páginas da história em quadrinho na galeria mais abaixo. Confira a seguir uma breve descrição dos personagens da revista:

  • Diana era uma garota de programa que se casou com um cliente, mas era maltratada e acabou matando o marido em legítima defesa;
  • Capitão Sérgio, por sua vez, se recusou a entrar no esquema de corrupção e violência de seus colegas policiais e acabou sendo culpado por crimes que não cometeu;
  • Bruna, por fim, era uma enfermeira que se cansou de ver sua paciente idosa sofrer sem ter como falar enquanto seus filhos a tratavam como um estorvo, aumentando a dosagem de seu medicamento para que ela falecesse sem dor.

Desafio criativo

Segundo o diretor de Supermax, José Alvarenga, a série é o primeiro produto da Rede Globo a ser produzido com o conceito de “writter’s room”, em que vários autores se reúnem para trabalhar conjuntamente no desenvolvimento do roteiro. Contando com pessoas com bagagem em vários gêneros distintos, a intenção de empresa é que a equipe conte com o reforço criativo necessário para criar um programa que aborde temas variados de forma profunda, sem superficialidade.

Famoso por seus trabalhos no gênero do terror, Dennison Ramalho é um dos escritores envolvidos em Supermax. De acordo com ele, o seriado será o mais macabro já feito na televisão brasileira de todos os tempos. A ideia é criar um programa capaz de rivalizar com a dramaturgia e a narrativa das séries internacionais. “Se vamos fazer isso, vamos fazer para valer”, pontuou o autor.

Via TecMundo.

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