Revolution na Comic-Con: foco nos personagens, novos vilões e melhorias no enredo

  • Por Guilherme Haas em 23/07/2013 - 09:34

Elenco e produtores presentes na Comic-Con deste ano. Crédito: Getty Images
“Eram várias histórias sobre um interruptor de luz”. Eric Kripke, o criador da série, foi bastante honesto em reconhecer que seu programa está longe de ser excelente. Durante o painel de Revolution na Comic-Con, Kripke disse que a série precisa melhorar, e deu algumas dicas de como pretende fazer isto na segunda temporada.

Para começar, Kripke recrutou seu antigo parceiro e amigo Ben Edlund, com quem trabalhou em Supernatural, para ajudar a conduzir o programa na NBC e tentar colocar a história na direção certa. A proposta é focar mais nos personagens e nas relações entre eles. “O programa sempre foi sobre família, esperança e amor. Agora eles podem contar mais um com o outro e não ficar mais tão obcecados sobre a questão energética”.

As bombas realmente explodiram?

Claro que a energia será novamente um tema central na próxima temporada, e podemos esperar uma nova fase de escuridão assim que a série retornar. A atriz Tracy Spiradakos, que interpreta a Charlie, contou que as bombas realmente caíram nas cidades de Atlanta e Filadélfia e que a missão de Randall foi bem sucedida.

Essa informação parece indicar que a destruição das cidades vai afetar bastante o rumo da história daqui pra frente. Além disso, os integrantes do painel revelaram que haverá um salto no tempo assim que a temporada começar para três meses após os eventos da season finale, e quando a história avançar, a energia estará desligada novamente.

Criando raízes

O criador da série, Eric Kripke. Crédito: Getty Images
Uma mudança importante na estrutura do programa neste novo ano será manter o grupo reunido na mesma cidade, em uma região do Texas, em vez de colocar os personagens sempre correndo de um lugar para o outro.

Essa é a maneira como os produtores pensaram para desenvolver melhor as relações entre os personagens e tentar dar mais consistência e profundidade aos seus dramas.

Além disso, o ator Stephen Collins foi escalado para interpretar o pai de Rachel, o que deve influenciar bastante a história dela nessa temporada, e será uma figura central na primeira metade dessa nova temporada.

Patriotas?

Um novo grupo de vilões também vai aparecer neste segundo ano. Os chamados “Patriotas”, para quem Randall trabalhava, vêm de Cuba e não têm necessariamente os melhores interesses da nação. A ideia dos produtores era criar uma ameaça tão grande que os heróis e vilões que conhecemos terão que se unir para combater o inimigo em comum.

“Eles usam uma iconografia de listras, estrelas e patriotismo, mas eles usam como uma máscara”, disse Kripke durante o painel. O criador da série acredita ter preparado uma melhor temporada da série e ter aprendido com os erros do primeiro ano, e espera que os espectadores voltem a conferir seu programa.

Revolution se tornou um sucesso para o padrão da emissora NBC, que carece de programas com grande audiência. A série de Kripke se beneficiou do horário após o The Voice, mas este ano o programa vai ocupar a grade de quarta-feira e não terá o show de competição para alavancar a audiência. Será que Revolution sobrevive neste novo horário para ver a luz do dia?

Confira o trailer da segunda temporada de Revolution divulgado durante o painel na Comic-Con.

Deixe seu comentário